A morte da atriz e cantora Lua Blanco, aos 39 anos, ganhou repercussão nas redes sociais. Ela faleceu após enfrentar um câncer de intestino nos últimos meses. O falecimento foi comunicado pelo irmão da famosa através das redes sociais. A perda da artista trouxe à tona discussões sobre o câncer de intestino, doença que pode se desenvolver silenciosamente e apresentar sinais facilmente confundidos com problemas intestinais comuns.
Também chamado de câncer colorretal, a doença afeta o intestino grosso, especialmente o cólon e o reto. A doença pode surgir a partir de pólipos, que são pequenas lesões na parede interna do intestino que podem evoluir para tumores malignos. Os sintomas variam conforme a localização e o estágio da doença, podendo ser imperceptíveis nas fases iniciais.
Sinais de alerta segundo o Inca
De acordo com o Inca, os principais sinais de alerta incluem sangue nas fezes (vermelho-vivo ou escuro), mudanças no hábito intestinal (diarreia, prisão de ventre ou alternância entre os dois) e alteração no formato das fezes, que podem ficar mais finas ou achatadas. Outros sintomas listados são dor ou desconforto abdominal, sensação de evacuação incompleta, perda de peso inexplicada, além de cansaço e fraqueza, que podem estar relacionados à anemia.
Um dos desafios do câncer colorretal é que ele pode se desenvolver sem provocar sintomas evidentes no início. Manifestações discretas podem ser atribuídas à alimentação ou ao estresse. O sangramento, por vezes, é confundido com causas benignas, como hemorroidas e fissuras anais. Por isso, o Inca reforça que sinais persistentes precisam ser avaliados por um profissional.
Fatores de risco
Embora seja mais frequente em pessoas acima dos 50 anos, a doença também pode atingir adultos jovens. Segundo o Inca, os principais fatores associados incluem sedentarismo, obesidade, consumo frequente de carnes processadas, ingestão excessiva de carne vermelha, tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas. Histórico familiar e doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, também influenciam o risco.
