O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou publicamente que o governo federal não deixará de conceder benefícios à população em razão do período eleitoral ou de críticas vindas de adversários políticos. A declaração foi feita durante uma sabatina concedida ao SBT, na qual o chefe do Executivo abordou medidas anunciadas recentemente que foram classificadas como eleitoreiras pela oposição, em especial pelo candidato Flávio Bolsonaro (PL).
Questionado sobre o momento escolhido para a divulgação e implementação das iniciativas, o presidente argumentou que parte das ações já tramitava no Congresso Nacional. Na ocasião, ele defendeu a continuidade dos repasses, independentemente do resultado das urnas.
Relato de Lula
“Não vou deixar de dar um benefício que eu posso dar por causa da eleição. Eu queria que colocasse antes do primeiro turno, não foi possível e colocou agora”, afirmou o mandatário durante a entrevista.
Entre as principais pautas discutidas na sabatina esteve o reajuste superior a 15% concedido no Bolsa Família, além de outras iniciativas como o programa Desenrola 3 e o Prospera MEI. O pacote de medidas econômicas e trabalhistas também abrangeu a recente aprovação do fim da escala de trabalho 6×1, reduzindo a jornada semanal de 44 para 40 horas.
Contas públicas
Diante das cobranças por maior equilíbrio nas contas públicas, Lula sustentou que a execução orçamentária ocorre com responsabilidade. “Você não pode ser presidente da República e não discutir a política monetária porque o Banco Central é independente. Então quem discute? O sistema financeiro, é isso que faz pressão todo santo dia”, declarou, retomando questionamentos históricos sobre taxas de juros e a condução da política monetária.
