Flamengo e Fluminense levam ao STF o drama de quem pode perder o emprego sem as bets

Audiência reuniu clubes com Luiz Fux, relator das ações contra a medida provisória.

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Representantes de grandes clubes brasileiros, como Flamengo e Fluminense, estiveram na manhã desta terça-feira em audiência pública com o ministro Luiz Fux, do STF (Supremo Tribunal Federal), para defender o retorno das casas de apostas ao mercado. Fux é o relator das ações contra a medida provisória que proíbe as bets no país e apoia o banimento do setor: na abertura da sessão desta terça-feira, ele defendeu que as casas de apostas sejam banidas do território nacional.

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Quem discursou para atacar a Medida Provisória foi Flávio Willeman, vice-presidente geral do Flamengo. Segundo o representante rubro-negro, toda a estrutura do clube seria comprometida pela proibição, incluindo outras modalidades. Willeman afirmou que o Flamengo tem mais de 1.200 empregados que poderiam ser comprometidos pela queda de aproximadamente R$ 430 milhões em receitas anuais com futebol e esportes olímpicos.

Contratos longos e o drama citado pelo Fluminense

Willeman também usou como argumento os contratos firmados pelo futebol profissional, sem citar casos específicos. Recentemente, o Flamengo pagou mais de R$ 315 milhões para repatriar Lucas Paquetá, na maior transferência da história do futebol nacional. Segundo Willeman, foi com base nesses contratos que o clube planejou sua estrutura financeira para os anos seguintes e se organizou financeiramente para quatro ou cinco anos, com base em contratos assinados de acordo com a legislação vigente. Ele disse ainda que o Flamengo contraiu obrigações financeiras com atletas e empregados com base nesses contratos e que o clube acreditou que o Brasil havia regulado as apostas.

Depois de Willeman, falou Montenegro, presidente do Fluminense. Na comparação feita por ele, o drama de uma família endividada foi colocado ao lado do drama de uma família que passaria a sofrer os efeitos do desemprego. A defesa do retorno das bets foi apresentada pelos clubes diretamente ao relator das ações, na audiência pública realizada no STF.

Fux defende banir as bets do território nacional

Fux assumiu a relatoria do caso por prevenção, porque já conduz ações que questionavam as leis que regulamentaram as apostas online. Foi diante desse ministro, que apoia o banimento do setor, que os clubes defenderam o retorno das casas de apostas proibidas pela Medida Provisória.