Giovanna Boscolo ficou conhecida por seu papel como Michelle na novela Chiquititas. Agora, ela está entre as grandes esperanças do Brasil no arremesso de club e peso para as Paralimpíadas de Paris. A trajetória de Giovanna é marcada por superações e conquistas que começaram muito antes de sua carreira no esporte.
Desde a infância, Giovanna já brilhava nas telas, participando de programas como Conversa de Gente Grande e Julie e os Fantasmas. Na ginástica aeróbica, conquistou o título de campeã brasileira em 2014, demonstrando desde cedo seu talento para o esporte.
Diagnóstico de doença rara
Lesões incomuns começaram a surgir, levando-a a realizar exames que resultaram no diagnóstico de Ataxia de Friedreich, uma doença neurodegenerativa rara que afeta o equilíbrio, a coordenação e a energia. A descoberta da doença trouxe desafios significativos.
Giovanna não poderia mais realizar exercícios de longa duração, o que a afastou da ginástica. No entanto, sua curiosidade sobre genética, somada ao diagnóstico, a motivou a cursar biomedicina. Durante a graduação, conheceu o Comitê Paralímpico Brasileiro e, enquanto fazia um estágio em Ciência do Esporte, surgiu a oportunidade de experimentar o atletismo.
Formada em biomedicina, o trabalho de conclusão de curso (TCC) de Giovanna foi sobre a Ataxia de Friedreich.
Hoje, são 700 pessoas no Brasil registradas com a doença.
"A minha deficiência causa um problema de equilíbrio, de coordenação, e muita gente brincava com: "Ih, bebeu",… pic.twitter.com/2noYrXukjl
— Oguma (@renanoguma) August 22, 2024
Giovanna ganhou medalha de ouro
Giovanna começou a competir na classe F32, destinada a atletas com lesões cerebrais. Sua estreia no Grand Prix de Dubai, em fevereiro de 2024, foi triunfal, conquistando a medalha de ouro no lançamento de club e quebrando o recorde das Américas ao atingir 26,25 metros. No Mundial de Kobe 2024, realizado no Japão, ela também garantiu uma medalha de bronze. Formada em biomedicina, Giovanna dedicou seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) ao estudo da Ataxia de Friedreich, uma doença que afeta cerca de 700 pessoas no Brasil e mexe com o equilíbrio e a coordenação motora.