Este será o próximo passo nas investigações do caso Vitória; Polícia de São Paulo recuou em decisão polêmica

Após afirmar que o caso Vitória estava esclarecido, a Polícia voltou atrás e decidiu dar um novo passo nas investigações.

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A Polícia Civil de São Paulo solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) a reconstituição do crime que vitimou Vitória Regina de Sousa, de 17 anos. O objetivo é esclarecer todas as circunstâncias do caso, que teve início com o desaparecimento da jovem no final de fevereiro e a descoberta do seu corpo já no mês de março. Inicialmente, os investigadores consideraram o caso encerrado, mas a decisão foi revista, e agora buscam esclarecer alguns pontos que ainda geram dúvidas.

A reavaliação da investigação aconteceu após a defesa de Maicol Santos, apontado como principal suspeito, contestar a validade da confissão feita por ele. Os advogados alegam que ele foi coagido a admitir a autoria do crime, colocando em dúvida a legalidade do depoimento. Apesar disso, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) afirma que a prisão temporária do suspeito foi mantida e que todos os procedimentos seguiram estritamente as normas do Código de Processo Penal.

Família acredita que suspeito não agiu sozinho

Familiares e amigos da vítima acreditam que Maicol não agiu sozinho e que outras pessoas possam estar envolvidas. Segundo relatos de pessoas próximas, Vitória demonstrava preocupação momentos antes de desaparecer. Em mensagens enviadas a uma amiga, a adolescente mencionou que estava com medo, pois havia percebido que dois homens a observavam de maneira estranha em um ponto de ônibus e que, pouco depois, um carro passou assediando-a. Esses relatos reforçam a suspeita de que o crime pode ter contado com a participação de outros envolvidos.

No último domingo, 23 de março, um grupo de familiares e amigos realizou uma manifestação em Cajamar pedindo justiça pelo caso. A comoção popular pressiona as autoridades para que novas diligências sejam feitas a fim de verificar se há mais envolvidos no crime. Mesmo com a reconstituição do crime sendo programada, a Polícia Civil mantém a posição de que Maicol agiu sozinho e que o caso está praticamente resolvido. De acordo com a investigação, ele se comportava como um perseguidor obsessivo e monitorava a vítima há algum tempo.

Questionamentos sobre o caso Vitória

Durante o processo de investigação, o diretor da Polícia Civil da Grande São Paulo afirmou que Maicol decidiu confessar o crime durante a noite, em um momento em que seus advogados não estavam presentes. Essa informação levanta novos questionamentos sobre a condução do caso. O depoimento do suspeito, inclusive, apresentou várias contradições. Após levar à mídia que o caso estava esclarecido, mesmo diante de tantas dúvidas ainda da população, as autoridades voltaram atrás e optaram agora pela reconstituição do crime, o que pode trazer respostas sobre o que de fato aconteceu com a adolescente.