Quebra de sigilo telefônico da esposa de Maicol mostra mensagens trocadas com ele na noite da morte de Vitória

De acordo com Roberto Cabrini, a esposa de Maicol apresentou contradições em seu depoimento.

PUBLICIDADE

Nos últimos dias, a polícia divulgou à imprensa trechos do interrogatório em que Maicol Sales confessou o assassinato da jovem Vitória Regina. No entanto, pelas imagens divulgadas não é possível determinar se o suspeito sofreu algum tipo de coerção para admitir o crime. O programa Domingo Espetacular teve acesso a mais gravações dessa confissão, trazendo novos elementos sobre o caso.

A adolescente, de 17 anos, foi morta na madrugada do dia 27 de fevereiro, logo após sair do trabalho em um shopping e retornar para casa de ônibus. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que ela embarca no coletivo. O corpo da vítima foi encontrado no dia 5 de março.

Polícia quebra sigilo telefônico da esposa de Maicol

Segundo as autoridades, Maicol teria cometido o crime porque Vitória ameaçava revelar à esposa dele que os dois tiveram um envolvimento cerca de um ano antes. O operador de empilhadeira, temendo que seu casamento fosse afetado, decidiu se encontrar com a jovem para conversar. Ele a abordou e, durante o trajeto, uma discussão teria se iniciado, e ele alegou ter sido agredido antes de golpeá-la com uma faca.

A polícia quebrou o sigilo telefônico da esposa de Maicol e encontrou diversas mensagens trocadas entre ela e o marido na madrugada do dia 27 de fevereiro, quando Vitória teria sido morta. Em seu depoimento inicial, a mulher, que não teve a identidade divulgada, havia afirmado que recebeu uma mensagem de boa noite do marido por volta das 23h30 do dia 26 de fevereiro, mas que só teria respondido na manhã seguinte.

Reconstituição do crime

Para esclarecer pontos ainda incertos sobre o assassinato, a Polícia Civil de São Paulo solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) a reconstituição do crime. O objetivo é obter detalhes mais precisos sobre como os acontecimentos se desenrolaram na noite do assassinato. Inicialmente, o delegado responsável pelo caso, em Cajamar, afirmou que o crime já estava solucionado e que a investigação estava praticamente concluída. No entanto, houve uma mudança de posicionamento.