Grávida perde bebê após atendimento negado em UPA de Nilópolis; vizinhos ajudam a salvar a mãe

Moradores intervieram para que gestante fosse transferida a hospital; Prefeitura abre processo administrativo e médica foi suspensa.

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No município de Nilópolis, Rio de Janeiro, uma mulher grávida perdeu seu bebê depois de ter o atendimento recusado em uma unidade de saúde. O caso veio a público por meio de uma denúncia nas redes sociais feita pelo marido da gestante, o barbeiro Jony Bravo do Corte. Ele conta que, na madrugada de quinta-feira (11), sua esposa teve um sangramento intenso e foi até a UPA Municipalizada de Nilópolis.

Segundo ele, a médica de plantão negou o atendimento. Jony gravou um vídeo visivelmente emocionado, mostrando a porta do consultório. “Minha esposa! Está perdendo o meu filho! Vocês são mães, vocês são pais! Pelo amor de Deus!”, disse o homem na gravação.

Ambulância negou atendimento

Os moradores do bairro foram essenciais para garantir que a mulher fosse transferida para a Maternidade do Hospital Municipal Juscelino Kubitschek. O marido, Jony, relatou em uma publicação nas redes sociais que a ambulância do UPA negou inicialmente o atendimento. Foi a intervenção dos vizinhos, que viram seu desespero, que forçou a equipe a realizar o transporte.

Jony expressou sua gratidão aos moradores por salvarem a vida de sua esposa, e descreveu a angústia de ver o sofrimento dela sem poder ajudar, questionando se era demais pedir por algo para aliviar a dor dela. Ele também mencionou que a mulher está se recuperando bem.

Prefeitura investiga caso

Após tomar conhecimento dos eventos, a Prefeitura de Nilópolis comunicou ao jornal O Globo que iniciou um processo administrativo para investigar o incidente e afirmou que não compactua com a má conduta de seus funcionários.

A profissional em questão foi suspensa de suas funções enquanto as imagens do circuito interno de câmeras da UPA são analisadas. Jony também buscou uma resposta do governo do estado, responsável pelo Hospital Estadual Vereador Melchiades Calazans, mas até o momento não houve manifestação oficial sobre o caso.