Acionar a descarga com a tampa do vaso aberta pode transformar o banheiro em um dispersor de microrganismos. O ato, visto como detalhe por muitos, permite que partículas biológicas se espalhem pelo ambiente.
Uma investigação da empresa de produtos de limpeza Harpic utilizou câmeras de alta velocidade para registrar o evento. A filmagem mostrou uma erupção de gotículas e partículas biológicas, como vírus e bactérias, que escapam do vaso sanitário.
Essas partículas biológicas formam uma nuvem de aerossóis que consegue alcançar superfícies, objetos no banheiro e até mesmo pessoas próximas. Milhares de gotículas potencialmente contaminadas são liberadas a cada descarga, podendo permanecer no ar por tempo prolongado.
Estudos sobre dispersão
Outra pesquisa buscou quantificar a dimensão desse problema em instalações sanitárias de uso comum. Após mais de cem acionamentos de descarga em um período de três horas, houve um aumento considerável na concentração de aerossóis no local.
Essa nebulosidade de partículas leves pode transportar microrganismos provenientes de fezes, urina e fluidos, dispersando-os por todo o ambiente. Os especialistas também realizaram testes utilizando vasos sanitários equipados com tampa.
Medidas preventivas
O uso da tampa fechada antes de acionar a descarga diminuiu a quantidade de partículas lançadas no ar, mas não resolveu a questão completamente. Gotículas ainda conseguiram sair pelas pequenas aberturas entre o assento e a cerâmica do vaso.
A orientação fundamental dos especialistas é fechar a tampa antes de apertar o botão de acionamento. Outra medida essencial para mitigar o acúmulo dessa névoa microbiana invisível é a melhoria da ventilação nesses espaços, principalmente em banheiros de grande circulação.
