O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, decidiu adiar por um ano o aumento das tarifas sobre móveis estofados e armários de cozinha e banheiro importados pelo país. A elevação estava prevista para entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026, mas, com a nova decisão, os produtos continuam sujeitos à alíquota atual de 25%, evitando impactos imediatos no comércio internacional.
A medida foi confirmada num comunicado divulgado pela Casa Branca na noite de quarta-feira (31). Segundo o governo, a estratégia é a de permitir que as negociações adicionais ocorram com outros países, fato que justifica o adiamento do aumento de tarifas.
Estratégia econômica e pressão sobre parceiros comerciais
No mesmo documento, a administração norte-americana reforçou que a política de taxação faz parte de um plano mais amplo para proteger a indústria doméstica. O objetivo, segundo o texto oficial, é fortalecer a produção interna e reduzir riscos à segurança nacional ligados à dependência excessiva de produtos de madeira importados.
A decisão de Trump é vista como um gesto tático, que mantém a pressão sobre parceiros comerciais enquanto abre espaço para acordos. Ao adiar o aumento, os Estados Unidos preservam margem de negociação sem abandonar a estratégia protecionista adotada nos últimos anos.
Novas tarifas podem estar a caminho
Apesar do adiamento, o governo deixou claro que outras áreas seguem sob análise. O Departamento de Comércio dos Estados Unidos avalia, com base nas mesmas premissas, as importações de semicondutores e de equipamentos de proteção pessoal, setores considerados sensíveis. De acordo com a Casa Branca, essas investigações podem resultar em futuras ações tarifárias, sinalizando que novas medidas ainda estão no radar.
