As investigações sobre o incêndio em Crans-Montana, na Suíça, que provocou 47 mortes e deixou 119 pessoas feridas, avançaram nesta sexta-feira (2) com a divulgação da principal hipótese das autoridades.
Segundo a Procuradoria-Geral do cantão de Valais, o fogo teria começado após velas de faísca acopladas a garrafas de champanhe entrarem em contato com o teto do bar localizado na estação de esqui, desencadeando a rápida propagação das chamas.
Nacionalidades das vítimas em incêndio
Entre as vítimas que ficaram feridas, a maioria é do país. Foram feridos 71 cidadãos suíços, seguidos por 14 franceses e 11 italianos. Também foram registrados quatro sérvios, além de uma pessoa de origem bósnia, um belga, um luxemburguês, um polonês e um português.
Outros 14 feridos seguem sem identificação oficial de nacionalidade até o momento, de acordo com as autoridades responsáveis pela investigação. Já entre os mortos, a primeira vítima identificada é Emanuele Galeppini, italiano, de 16 anos.
Incêndio dentro de boate na Suíça
De acordo com a procuradora-geral Beatrice Pilloud, o material inflamável presente no revestimento do estabelecimento facilitou o alastramento do incêndio em poucos segundos. A força do fogo, somada à grande concentração de pessoas no local durante a celebração de Ano Novo, contribuiu para o elevado número de vítimas e para o cenário de destruição observado pelas equipes de resgate.
Autoridades suíças analisaram imagens captadas por câmeras de segurança e por frequentadores do bar, além de realizarem diversas entrevistas com sobreviventes e testemunhas. Essas informações estão sendo cruzadas para reconstruir os momentos que antecederam a tragédia e identificar eventuais falhas de segurança.
