Pode ocorrer isto com Eduardo Bolsonaro se ele não voltar ao cargo de escrivão da PF

Filho de Jair Bolsonaro teve cassação decretada de seu cargo de deputado federal em dezembro de 2025.

PUBLICIDADE

A Polícia Federal ordenou que Eduardo Bolsonaro (PL-SP) reassuma imediatamente o cargo de escrivão, função que exercia antes de chegar à Câmara dos Deputados. Caso a ausência seja considerada injustificada, o ex-parlamentar pode enfrentar um processo administrativo disciplinar, que prevê até a demissão por abandono de cargo. Procurado para comentar a decisão, Eduardo não deu retorno.

O despacho foi assinado pelo diretor substituto de Gestão de Pessoas da PF, Licínio Nunes de Moraes Netto, e ocorreu após a perda do mandato parlamentar, formalizada em 18 de dezembro. Com a cassação, a licença concedida para o exercício de mandato eletivo deixou de ter validade, levando a corporação a declarar oficialmente o encerramento do afastamento funcional.

Eduardo Bolsonaro vive nos EUA desde março de 2025

Eduardo Bolsonaro reside no Texas, nos Estados Unidos, desde março de 2025, período em que se afastou da Câmara para atuar junto a autoridades norte-americanas em defesa de sanções contra o STF, no contexto das investigações envolvendo Jair Bolsonaro.

O prazo da licença parlamentar terminou em julho, quando as ausências passaram a ser contabilizadas. Em 9 de dezembro, o presidente da Câmara declarou que o então deputado já havia acumulado faltas “suficientes” para a perda do mandato, decisão confirmada oficialmente pela Mesa Diretora dias depois.

Passagem pela PF e formação acadêmica

Antes da carreira política, Eduardo Bolsonaro integrou os quadros da Polícia Federal entre 2010 e 2014. Atuou como escrivão em cidades brasileiras e desempenhou suas funções de forma satisfatória saindo após a sua eleição como deputado federal. Sua formação acadêmica é Direito pela UFRJ.