O clima entre os Estados Unidos e a Venezuela entrou em uma fase dramática neste sábado (3) após os EUA realizarem ataques militares em solo venezuelano e o presidente americano, Donald Trump, afirmar que o presidente venezuelano Nicolás Maduro foi capturado pelas forças dos EUA. A ação representa uma escalada significativa em tensões que já vinham aumentando há meses entre os dois governos.
Segundo um anúncio feito pelo presidente Trump em sua rede social na manhã de sábado, as ações iniciadas nas primeiras horas do dia resultaram na captura de Maduro e de sua esposa, que teriam sido levados para fora da Venezuela. O presidente declarou que os EUA haviam realizado “um ataque de grande escala” e que membros das forças de segurança americanas participaram da operação, sem detalhar o local onde o casal está sendo mantido.
Estado de emergência
Em decorrência dos ataques, explosões foram ouvidas na capital Caracas e em outras regiões do país, levando ao isolamento de ruas e à interrupção de serviços básicos em algumas áreas. O governo venezuelano reagiu declarando estado de emergência nacional e convocou mobilizações populares em protesto contra o que classificou como “agressão imperialista” e tentativa de mudança de regime.
A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo ainda não foi informado sobre o paradeiro de Nicolás Maduro e da primeira-dama e exigiu uma prova de vida imediata do líder. A falta de confirmação independente do destino dos capturados intensificou a incerteza sobre os próximos passos diplomáticos e humanitários entre os dois países.
Reações internacionais
Analistas internacionais apontam que a ação pode desencadear uma série de reações de governos vizinhos e organismos multilaterais, incluindo pedidos de reunião de emergência no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU). Enquanto isso, autoridades americanas têm evitado comentar detalhes adicionais sobre a operação ou sua legalidade sob o direito internacional.
