Essa foi a primeira decisão de Lula após invasão dos Estados Unidos na Venezuela

Presidente brasileiros está em período de descanso na base da Marinha em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro.

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O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu convocar uma reunião de emergência na manhã deste sábado (03/01) para analisar os possíveis impactos políticos e diplomáticos do anúncio feito por Donald Trump sobre uma suposta invasão da Venezuela e a captura de Nicolás Maduro. O encontro deve reunir ministros e assessores considerados estratégicos pelo Palácio do Planalto.

Segundo apuração, a reunião está marcada para as 10h, no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília. O Itamaraty foi escolhido como sede do encontro por concentrar as decisões relacionadas à política externa, diante do risco de uma crise regional com reflexos diretos para o Brasil.

Itamaraty assume protagonismo diante de tensão internacional

Há expectativa de que Lula participe da reunião de forma remota. O presidente está em período de descanso na base da Marinha em Marambaia, no litoral do Rio de Janeiro, mas acompanha atentamente os desdobramentos do caso. Assessores próximos ao presidente confirmam que ele já foi informado sobre o anúncio feito por Trump.

Interlocutores do governo relatam que Lula avalia a possibilidade de encurtar as férias para retornar a Brasília antes do previsto. Até então, o chefe do Executivo planeava reassumir a agenda presencial apenas na segunda-feira (6/1), mas o agravamento do cenário internacional pode acelerar essa decisão.

Crise na Venezuela pressiona decisões do Planalto

A mobilização do governo brasileiro evidencia preocupação com os efeitos diplomáticos, econômicos e estratégicos de uma eventual ação militar na Venezuela. O episódio reacende alerta sobre a estabilidade da América do Sul e coloca o Brasil diante do desafio de atuar com cautela num contexto de elevada tensão geopolítica.