Ministro de Lula se manifesta após ataque dos Estados Unidos à Venezuela e diz: ‘Brasil cuidará de…’

Mundo foi surpreendido por ataques dos Estados Unidos à Venezuela ocorridos na madrugada desse sábado (03).

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o governo brasileiro já mobilizou o Sistema Único de Saúde (SUS) para lidar com os possíveis efeitos humanitários decorrentes dos ataques dos Estados Unidos à Venezuela. Em publicação nas redes sociais, Padilha garantiu que o país está preparado para acolher vítimas do conflito. “O Brasil cuidará de quem precisar ser cuidado, em solo brasileiro”, declarou.

Padilha foi o primeiro integrante do primeiro escalão do governo Lula a se manifestar publicamente após o anúncio feito por Donald Trump. Paralelamente, ministros e assessores foram convocados para uma reunião de emergência na manhã deste sábado, com o objetivo de avaliar o cenário e as consequências diplomáticas e humanitárias da operação militar.

SUS, fronteiras e alerta máximo no governo Lula

Segundo o ministro, equipes da Agência do SUS, da Força Nacional do SUS e da Saúde Indígena já foram acionadas. A fronteira entre Brasil e Venezuela ultrapassa dois mil quilômetros, atravessando Roraima e Amazonas, regiões historicamente afetadas pela migração venezuelana.

Desde 2013, quando Nicolás Maduro assumiu o poder, mais de 9 milhões de venezuelanos deixaram o país, segundo estimativas internacionais. Dados da Acnur indicam que a Venezuela lidera hoje o número global de refugiados, superando inclusive a Síria, o que aumenta a preocupação do governo brasileiro com um novo fluxo migratório.

Ataque anunciado por Trump amplia tensão internacional

Nos últimos meses, Lula vinha defendendo uma saída diplomática e chegou a classificar o risco de confronto como uma possível guerra fratricida. O ataque foi anunciado por Trump numa rede social, onde afirmou que forças americanas realizaram uma operação de grande escala e capturaram Maduro, prometendo mais detalhes em coletiva nos Estados Unidos. A crise ocorre após sucessivas sanções, bloqueios navais e ameaças públicas de Washington contra Caracas.