Lula não se cala após Donald Trump lançar operação contra a Venezuela e capturar Maduro: ‘Inaceitável’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se manifestou após os Estados Unidos lançarem uma operação para capturar Nicolás Maduro.

PUBLICIDADE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se manifestou neste sábado (03/01) contra a ofensiva militar dos Estados Unidos em território venezuelano e classificou a ação como um grave excesso nas relações internacionais. Segundo o chefe do Executivo brasileiro, os bombardeios realizados na Venezuela e a captura de Nicolás Maduro ultrapassam limites que não podem ser tolerados entre nações soberanas.

Em declaração pública, Lula afirmou que o episódio representa uma afronta direta à soberania venezuelana e cria um precedente extremamente perigoso para a comunidade internacional. Para o presidente, o uso da força em um contexto como esse ameaça os princípios que regem o direito internacional e enfraquece mecanismos diplomáticos construídos ao longo de décadas.

Lula condena operação de Trump para capturar Nicolás Maduro 

Ainda de acordo com Lula, a ação militar desencadeada pelos Estados Unidos durante a madrugada configura uma violação explícita das normas internacionais e abre espaço para um cenário global marcado por instabilidade, conflitos e insegurança.

Na avaliação do petista, permitir que a “lei do mais forte” prevaleça compromete o multilateralismo e mina os esforços coletivos por soluções pacíficas. “Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável”, disse o líder brasileiro.

Reunião de emergência é convocada após captura de Nicolás Maduro e ataque americano

Diante da gravidade da situação, o governo brasileiro convocou, ainda neste sábado, uma reunião de emergência com a participação de ministros para discutir a posição política do Brasil e analisar possíveis medidas diante dos impactos da ofensiva norte-americana sobre a região.

O encontro busca avaliar tanto as consequências diplomáticas quanto os reflexos geopolíticos do episódio na América do Sul. O presidente também destacou que a ofensiva remete aos períodos mais sensíveis da interferência externa na política da América Latina e do Caribe, colocando em risco a manutenção da região como uma zona de paz.