Explosões foram registradas em diferentes bairros de Caracas durante a madrugada deste sábado (3), em uma ofensiva militar de grande escala atribuída aos Estados Unidos contra a Venezuela. Além da capital, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira, ampliando o clima de tensão e incerteza no país. Moradores relataram barulhos intensos e movimentação incomum de aeronaves, enquanto autoridades locais acionaram protocolos de emergência diante do cenário de instabilidade.
Horas depois dos ataques, o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa teriam sido capturados e levados de avião para os Estados Unidos. Até o momento, não há informações oficiais sobre o local onde o casal estaria sendo mantido, o que intensificou a crise política e diplomática. A ausência de detalhes concretos sobre o paradeiro do presidente provocou reações imediatas dentro do próprio governo venezuelano e entre aliados internacionais.
Marco Rubio se manifestou
Diante do silêncio sobre a situação de Maduro, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, fez um apelo público ao presidente americano Donald Trump, solicitando uma prova de vida do chefe de Estado venezuelano e da primeira-dama. O pedido ocorreu em meio à pressão interna e externa para que os Estados Unidos esclareçam as circunstâncias da captura e garantam a integridade física do casal, considerado peça central da crise em curso.
Do lado americano, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou que Nicolás Maduro foi preso por agentes americanos para responder a acusações criminais que enfrenta na Justiça dos EUA. Em meio à repercussão, Rubio voltou a destacar a posição do governo americano sobre a legitimidade do regime venezuelano ao republicar uma mensagem antiga nas redes sociais em que diz que Maduro não é o presidente da Venezuela. “Maduro é o chefe do Cartel de Los Soles, uma organização narcoterrorista que tomou posse do país”, escreveu o secretário.
Resposta da Venezuela
A resposta diplomática da Venezuela também foi imediata. O chanceler Yván Gil solicitou uma reunião urgente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir o ataque e suas consequências, classificando a ação como uma violação grave da soberania do país. A expectativa agora se volta para a reação da comunidade internacional.
