Caso de Roberto no Pico do Paraná lembra mobilização por Juliana Marins em busca de resgate urgente

Desaparecimento no Pico do Paraná remete ao caso Juliana Marins e mobiliza familiares por resgate urgente.

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A família de Roberto Farias, jovem que desapareceu durante uma trilha no Pico do Paraná, criou um perfil no Instagram para centralizar informações e mobilizar apoio às buscas. Roberto está desaparecido desde 1º de janeiro de 2026 e, até o momento, não foi encontrado.

A mobilização lembra a campanha feita há 5 meses pela família da brasileira Juliana Marins, cujo caso ganhou grande repercussão nacional. O perfil criado pelos familiares de Juliana ultrapassou 1 milhão de seguidores, o que ajudou a dar visibilidade ao caso e pressionar por ações de resgate.

Segundo informações divulgadas pela família de Roberto, o jovem estava sozinho na trilha, sem suprimentos adequados, água ou agasalhos, o que aumenta a preocupação com seu estado de saúde. O desaparecimento ocorreu em uma das regiões mais desafiadoras da montanha, conhecida pelas condições climáticas instáveis e pelo difícil acesso.

Buscas intensas por Roberto no Pico Paraná

Em atualização publicada no perfil oficial da família na manhã deste sábado (3), às 9h, os parentes informaram que as buscas continuam intensas. Grupos de montanhistas voluntários estão auxiliando nos trabalhos, enquanto o GOst organiza as expedições. O Cosmo também está presente, atuando diretamente no resgate.

A família faz um apelo para que trilheiros experientes possam se deslocar até o Pico do Paraná para ajudar nas buscas terrestres. Há também um pedido urgente por apoio técnico: pessoas que possuam drones térmicos profissionais são convidadas a colaborar na varredura aérea da região.

“Precisamos de ajuda para resgatar o Roberto. As buscas continuam”, escreveu a família em uma das publicações.

Página de resgate de Roberto cresce aos poucos

Até o fechamento desta matéria, o perfil criado pelos familiares de Roberto contava com cerca de 8 mil seguidores, número ainda distante do alcance obtido no caso de Juliana Marins, mas considerado essencial para ampliar a divulgação e mobilizar mais equipes especializadas.

No caso de Juliana Marins, as equipes de resgate finalmente alcançaram o corpo da brasileira, após vários dias de buscas, e realizaram a recuperação no dia seguinte. A família acredita que Juliana poderia ter sido salva se tivesse sido alcançada em poucas horas, e não após dias, crítica que gerou debates sobre tempo de resposta e estrutura de resgate em áreas de difícil acesso.

Diante disso, os familiares de Roberto reforçam o pedido por mais socorristas, equipamentos aéreos e apoio de autoridades, incluindo Exército e Corpo de Bombeiros de outras regiões, para que o jovem seja localizado o mais rápido possível.