Esta foi a exigência do governo chinês após ataque dos Estados Unidos à Venezuela

Ataque dos Estados Unidos à Venezuela deixou o mundo em tensão e governo chinês se manifestou.

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O governo da China classificou a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro, ocorrida no sábado (3), como uma clara violação do direito internacional. Em comunicado divulgado no domingo (4), o Ministério das Relações Exteriores chinês exigiu a libertação imediata de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, responsabilizando diretamente os Estados Unidos pela segurança do casal. Pequim também pediu o fim das tentativas de derrubar o governo venezuelano por meios militares.

Segundo a nota oficial: “A China insta os EUA a garantirem a segurança pessoal do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a libertá-los imediatamente, a cessarem a tentativa de derrubar o governo da Venezuela e a resolverem as questões por meio do diálogo e da negociação”.

ONU entra em cena e Brasil reage à intervenção

Maduro encontra-se detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, em Nova Iorque, onde deverá ser julgado por acusações de narcoterrorismo. De acordo com o The New York Times, ao menos 40 pessoas morreram durante os bombardeios realizados pelo governo Trump, incluindo civis e militares.

O Conselho de Segurança da ONU se reunirá na segunda-feira (5) para discutir a crise, enquanto o governo brasileiro sinalizou que se manifestará contra qualquer intervenção estrangeira na região. Apesar disso, Lula disse que está aberto ao diálogo e a cooperação.

Impacto geopolítico e risco de escalada global

Analistas internacionais avaliam que a prisão de Nicolás Maduro em território norte-americano pode desencadear uma das mais graves crises geopolíticas da última década. O envolvimento direto de potências como China e Rússia eleva o episódio para além de uma disputa regional, aumentando o risco de sanções cruzadas, retaliações diplomáticas e até conflitos indiretos. Especialistas alertam que a América Latina volta a ser palco de disputas entre grandes potências, num cenário que lembra a Guerra Fria, agora impulsionado por interesses energéticos, militares e estratégicos.