Amiga explica por que estava com celular e carteira de jovem desaparecido no Pico Paraná

Novas informações sobre o caso foram divulgadas pela RIC Record neste domingo (4).

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O desaparecimento de Roberto Farias, de 19 anos, após uma trilha no Pico Paraná, ganhou novos desdobramentos com a confirmação de que o celular e a carteira do jovem foram encontrados com Thayane Smith, amiga que o acompanhava na aventura.

Os dois seguiram juntos para o parque no dia 31 de dezembro de 2025 com a intenção de assistir ao primeiro nascer do sol de 2026 no ponto mais alto do Paraná, mas apenas Thayane retornou da montanha no dia seguinte. Com ela estavam os pertences do jovem.

Amiga contou por que estava com os pertences de Roberto

De acordo com declaração da jovem, em um primeiro momento, ela ficou com os pertences de Roberto porque a mochila dele estaria pesada demais durante a caminhada. Um trilheiro que a ouviu contou que o celular de Roberto havia estragado tempos depois e ficou no acampamento. “Ela desarmou a barraca, pegou as coisas dele e dela e desceu para a base”, contou Pierroti, ao explicar os pertences em posse de Thayane, após o desaparecimento, segundo relato da própria. Outro aventureiro que estava no local, identificado como Fábio, afirmou que chegou a confrontar Thayane por ter seguido sem o amigo e que inicialmente ela não demonstrou intenção de voltar para procurá-lo. Foi ele, inclusive, quem acionou o Corpo de Bombeiros após perceber que Roberto não havia retornado.

Além disso, vieram à tona relatos de que houve um desentendimento entre Roberto e Thayane ainda durante a subida. De acordo com testemunhas, o clima entre os dois mudou após o jovem fazer uma brincadeira que desagradou a amiga. Mesmo passando mal e vomitando em alguns momentos, Roberto conseguiu chegar ao cume, mas acabou ficando para trás na descida, quando Thayane decidiu seguir mais rápido em direção ao acampamento.

Polícia trata o caso como desaparecimento

Enquanto as buscas seguem sem sucesso, a Polícia Civil do Paraná informou que abriu diligências e trata o caso, até o momento, como desaparecimento, sem indícios de crime. A corporação confirmou que pessoas que acompanharam Roberto durante parte do percurso estão sendo ouvidas. O fato de os pertences do jovem estarem com a amiga e as versões contraditórias apresentadas por ela continuam gerando questionamentos e mantendo o caso sob intensa atenção pública.