As equipes de resgate ainda não conseguiram localizar o jovem Roberto Farias Thomaz, de 20 anos, desaparecido na região do Pico Paraná, o ponto mais alto do Sul do Brasil. As buscas realizadas ao longo deste domingo (04/01) não tiveram sucesso, e o Corpo de Bombeiros informou que todas as trilhas oficiais da montanha já foram completamente verificadas.
Diante desse cenário, os socorristas concluíram que Roberto provavelmente não se encontra nos caminhos principais. Com isso, a operação entrou em uma nova fase e passou a concentrar esforços em áreas fora das trilhas, como grotas, fendas, encostas íngremes e locais de difícil acesso.
Corpo de Bombeiros sobre dificuldade nas novas áreas de procura
Segundo as autoridades, esses pontos exigem técnicas especializadas, incluindo descidas por rapel, além do uso intensivo de drones para ampliar o alcance da varredura em regiões onde o acesso por terra é limitado para os socorristas.
O desaparecimento ocorreu após uma trilha iniciada na tarde do dia 31 de dezembro. Roberto Thomaz subiu o Pico Paraná acompanhado de uma amiga e conseguiu chegar ao cume por volta das 4h da manhã do dia 1º de janeiro. Durante a subida, ele relatou sentir-se mal e precisou fazer pausas para descanso.
Equipes de resgate expõem situação Roberto Thomaz
Após algum tempo no topo, o grupo do qual eles faziam parte iniciou a descida por volta das 6h30, juntamente com outros montanhistas que estavam na região. Em determinado trecho do percurso, antes do chamado Acampamento 2, Roberto Thomaz acabou ficando para trás e, desde então, não foi mais visto.
Segundo as informações repassadas pelas equipes de resgate, o jovem estava sem telefone celular, possuía pouca experiência em trilhas de montanha e levava consigo quantidade limitada de alimentos e equipamentos de abrigo, fatores que aumentam a preocupação quanto à sua segurança.
