Informação de última hora envolvendo Lula e Venezuela vem à tona

Presidente da república se mostrou contra a ação dos Estados Unidos ocorrida no último sábado (03).

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) manteve um contato reservado com Delcy Rodríguez, apontada como líder interina da Venezuela, após a operação militar dos Estados Unidos em Caracas que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo, que descreve o episódio como um movimento estratégico diante do novo cenário regional.

Segundo a apuração da Folha, a conversa inicial ocorreu de maneira informal entre sábado (3) e domingo (4), poucas horas depois da ação autorizada pelo presidente norte-americano Donald Trump. Fontes do governo brasileiro não descartam um novo diálogo ainda nesta segunda-feira (5), enquanto Brasília tenta medir os impactos políticos e diplomáticos da ofensiva.

Delcy no comando e apreensão no Planalto

Relatos de participantes das reuniões internas indicam que a avaliação predominante no governo é de que Delcy Rodríguez passou a exercer, na prática, o comando da Venezuela após a captura de Maduro. Conforme mostrou a Folha, Lula demonstrou preocupação, nos bastidores, com os reflexos da intervenção sobre a estabilidade da América do Sul.

O temor aumentou após declarações públicas de Trump e de membros de sua equipe, que incluíram ameaças diretas não apenas à Venezuela, mas também à Colômbia e a Cuba. Para o Palácio do Planalto, esse discurso amplia o risco de tensão regional e pressiona governos vizinhos a reverem suas estratégias diplomáticas.

Fronteira sob vigilância máxima

No sábado, Lula convocou uma reunião virtual com assessores e determinou que ministros acompanhassem de perto cada desdobramento da crise. A orientação foi redobrar a atenção, especialmente, à fronteira entre Brasil e Venezuela, considerada ponto sensível diante da possibilidade de instabilidade política e fluxo migratório inesperado.