Na semana passada, uma conta recém-criada na Polymarket surpreendeu o mercado ao investir mais de US$ 30 mil (cerca de R$ 162 mil) na queda de Nicolás Maduro até 31 de janeiro de 2026. No sábado, após forças dos Estados Unidos capturarem o líder venezuelano e a sua esposa dentro da residência oficial, a aposta rendeu US$ 436.759,61 (aproximadamente R$ 2,36 milhões), um ganho superior a US$ 400 mil em poucos dias.
O que chamou ainda mais atenção foi o histórico da conta: criada menos de uma semana antes da operação, ela apostou exclusivamente em cenários ligados à saída de Maduro e a um possível conflito entre EUA e Venezuela, inclusive no próprio dia da captura.
Insider trading ou sorte extrema?
O timing perfeito levantou suspeitas de uso de informação privilegiada, sobretudo porque a operação foi mantida sob sigilo absoluto, sem aviso prévio nem mesmo a membros influentes do Congresso americano.
A Polymarket não respondeu aos pedidos de esclarecimento da Fortune, enquanto críticas se acumulam. Episódios semelhantes já ocorreram: em dezembro, apostas anteciparam o lançamento do GPT-5.2 pela OpenAI, garantindo US$ 13 mil a quatro contas. Semanas antes, um trader ganhou US$ 1 milhão em 24 horas ao prever dados do Google Year in Search.
Prisão de Maduro pode se tornar marco nos mercados de previsões
Especialistas alertam que o caso envolvendo a aposta milionária ligada à queda de Maduro pode se tornar um marco no debate sobre transparência e fiscalização dos mercados de previsão. A combinação entre eventos geopolíticos sigilosos, ganhos financeiros extraordinários e um ambiente regulatório considerado permissivo reforça a pressão para que autoridades americanas revejam regras e mecanismos de controle dessas plataformas.
