Em entrevista ao portal LeoDias, o homem que encontrou o passaporte de Eliza Samudio, identificado apenas como José, afirmou que prefere não divulgar informações sobre a proprietária do apartamento onde mora, local em que o documento foi localizado. Segundo ele, qualquer especulação poderia ser injusta e atrapalhar as investigações.
José destacou que acredita ser papel das autoridades esclarecer como o passaporte foi parar no imóvel e evitou fazer acusações. Ele explicou que não se sente à vontade para levantar hipóteses que possam envolver pessoas que, eventualmente, não tenham relação com o caso.
Homem encontra passaporte de Eliza Samudio em Portugal após 15 anos de seu falecimento
Ele demonstrou preocupação com o impacto da notícia sobre a família de Eliza Samudio, especialmente a mãe, Sonia Moura, e o filho, Bruninho. Embora reconheça que pessoas ligadas ao caso já tenham confessado participação ou conhecimento sobre o sequestro e a morte da jovem, José afirmou que a existência do documento fora do país alimenta dúvidas e teorias.
Na avaliação dele, seria improvável que alguém utilizasse o passaporte de uma vítima de um crime tão conhecido sem ter algum tipo de envolvimento direto com o caso. Para José, a repercussão nacional e internacional do assassinato torna difícil imaginar que o documento tenha sido usado de forma aleatória. “Quem seria capaz de entrar no país com o passaporte de uma pessoa que está morta?”, disparou o homem.
Passaporte de Eliza Samudio encontrado em Portugal tem único registro
Apesar de o passaporte ter sido encontrado em Portugal, o documento apresenta apenas um registro de entrada, datado de 5 de maio de 2007, sem indicação de saída. Além disso, há registros públicos, vídeos e provas de que Eliza estava no Brasil após essa data, já que todo o crime ocorreu em território nacional.
O portal LeoDias informou que tentou contato com Sonia Moura para comunicar oficialmente a descoberta e solicitar um posicionamento, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.
