A família da modelo Eliza Samudio, assassinada em 2010 pelo ex-goleiro Bruno Fernandes, voltou a enfrentar momentos de sofrimento após a notícia sobre a localização de um passaporte em nome dela em Portugal. O documento foi encontrado na última sexta-feira (2) e entregue ao Consulado-Geral do Brasil em Lisboa.
Entretanto, as circunstâncias que levaram o passaporte até o país europeu seguem sem explicação, ampliando ainda mais o impacto emocional da revelação. Em entrevista ao G1 MS, Maria do Carmo, madrinha de Bruninho — filho de Eliza — e representante legal de Sônia Moura, mãe da modelo, reforçou que não existe qualquer dúvida sobre a morte de Eliza
Dor para a família de Eliza Samudio
Segundo Maria do Carmo, a divulgação dessa informação causa profunda dor à família, que considera a repercussão do caso uma atitude extremamente cruel, principalmente por reacender lembranças e expectativas que já haviam sido duramente superadas.
Maria do Carmo explicou que, caso o documento seja realmente original, a família deseja ter acesso a ele. Para Sônia Moura, o passaporte representa uma lembrança material da filha, algo de valor emocional incalculável. O pedido é simples: se o documento for verdadeiro, a mãe de Eliza tem o direito legítimo de recebê-lo de volta e encerrar mais esse capítulo de angústia.
Reportagem com documentos devolvidos
A situação ganhou ainda mais visibilidade após a Globo exibir uma reportagem sobre o caso no MGTV, telejornal da afiliada da emissora em Minas Gerais, mostrando o processo de devolução dos pertences relacionados à investigação. A exposição trouxe novamente o tema ao centro do debate público.

A família destaca que nunca encontrou paz desde o crime e que cada nova informação sensacionalista só prolonga a dor. O pedido é por respeito, sensibilidade e responsabilidade ao tratar de um caso que ainda marca profundamente a vida de todos os envolvidos.
