Missa em Trindade vira palco de tensão após padre fazer comentário político sobre Venezuela e Brasil

Comentário sobre soberania nacional durante homilia provoca protesto e interrompe celebração religiosa.

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A atmosfera de devoção na Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), deu lugar a um clima hostil durante as celebrações deste domingo, 04. O que deveria ser um momento religioso tornou-se um debate político fervoroso quando o padre Anemézio Machado Parreira mencionou a prisão de Nicolás Maduro por militares norte-americanos, ocorrida no dia anterior.

Durante sua pregação, o sacerdote sugeriu que o público rezasse para que as ações do presidente Donald Trump respeitassem a autonomia dos países, buscando evitar novos conflitos internacionais.

O que o padre disse?

A situação se agravou quando o religioso incluiu o Brasil em sua análise, alertando que o vasto patrimônio natural brasileiro também poderia atrair a atenção de potências estrangeiras: “Precisamos rezar para que haja respeito ao direito do outro. Não é apenas a Venezuela que está em evidência. O Brasil também tem riquezas e não está fora desse cenário”. Essa reflexão sobre a soberania nacional e a geopolítica foi o ponto determinante para o início do tumulto dentro do templo.

Reação imediata e gritos

As palavras do líder religioso geraram reações mistas na assembleia, culminando em um protesto inesperado quando um dos fiéis se levantou repentinamente para proferir gritos de indignação. Esse episódio interrompeu momentaneamente o rito religioso e provocou um visível desconforto nas pessoas que acompanhavam a cerimônia nos bancos da basílica.

Diante do tumulto, o sacerdote optou por ignorar a provocação direta e deu continuidade à liturgia, solicitando que a comunidade permanecesse em estado de prece. Com essa atitude, o padre buscou restaurar a serenidade e a reverência próprias do ambiente, em um esforço para evitar que o embate ideológico se sobrepusesse à celebração.