O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) retornou a Brasília nesta terça-feira (6) em meio a um cenário internacional turbulento, provocado pela captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro por autoridades dos Estados Unidos. O episódio elevou o nível de tensão diplomática na América do Sul e forçou o presidente brasileiro a reorganizar prioridades, suspendendo compromissos externos para se concentrar em decisões estratégicas no Palácio do Planalto.
Além da crise internacional, Lula enfrenta um desafio interno sensível: a reorganização do primeiro escalão do governo. Auxiliares próximos reconhecem que mudanças ministeriais devem ganhar força nas próximas semanas, especialmente em áreas consideradas centrais para a estabilidade política e económica do governo.
Haddad confirma saída e sucessão vira tema urgente
No centro das atenções está o Ministério da Fazenda. Fernando Haddad confirmou ao presidente sua intenção de deixar o cargo em fevereiro, com o objetivo de se dedicar integralmente à campanha de reeleição de Lula em 2026. Segundo o próprio ministro, a atuação política direta seria incompatível com a condução da política econômica do país, o que acelerou a decisão.
A saída iminente de Haddad abre espaço para uma disputa silenciosa nos bastidores do governo. O Planalto já avalia possíveis nomes para assumir o comando da Fazenda, num momento em que o mercado acompanha cada sinal com cautela e cobra previsibilidade fiscal e política.
Mercado atento e Planalto sob pressão
A troca no comando da área económica ocorre num contexto delicado, marcado por incertezas globais, reflexos geopolíticos da crise venezuelana e pressões internas por crescimento e responsabilidade fiscal. A definição do sucessor de Haddad pode influenciar diretamente a confiança de investidores e o ritmo da economia nos próximos meses.
