O cantor MC Guimê utilizou suas redes sociais nesta terça-feira, dia 6 de janeiro, para compartilhar informações sobre o estado de saúde de sua filha, Yarin.
A criança, que tem menos de um mês de vida e é fruto do relacionamento do artista com a noiva Fernanda Stroschein, foi diagnosticada com Alergia à Proteína do Leite de Vaca, condição conhecida como APLV. O casal apareceu junto em vídeo para explicar o quadro clínico da recém-nascida, detalhando os primeiros sinais do problema que afeta o sistema imunológico.
Segundo o relato dos pais, o quadro de saúde da menina apresentou alterações visíveis nos últimos dias, o que gerou alerta na família. Entre os sintomas observados em Yarin estavam irritação constante, vermelhidão na pele, cólicas intensas e a presença de sangue nas fezes. Ao descrever o momento em que perceberam a gravidade da situação, o funkeiro relatou a dificuldade fisiológica enfrentada pela filha. “Ela estava fazendo muito esforço para evacuação, e foi aí que a gente ficou muito preocupado. Logo em seguida, entramos em contato com a médica dela”, afirmou Guimê sobre a busca imediata por orientação profissional.
Tratamento e recuperação
Após a confirmação do diagnóstico, foi necessário realizar uma adequação alimentar imediata para garantir o bem-estar da criança. O tratamento envolveu a substituição do leite comum por uma fórmula específica desenvolvida para lactentes portadores dessa alergia.
O artista ressaltou a seriedade do problema e a evolução do quadro clínico antes da intervenção correta. “Não é brincadeira essa alergia à proteína do leite. A APLV tem vários níveis, e infelizmente os sintomas dela não melhoravam e intensificaram”, explicou. Com a introdução da nova dieta, a resposta do organismo de Yarin foi positiva. “Nossa menina apresentou muita melhora. Está muito em paz, bem. Se alimentou bem, pegou bem a nova fórmula, está sorrindo”, completou o pai.
A Alergia à Proteína do Leite de Vaca é considerada uma das alergias alimentares de maior incidência durante a infância. O problema ocorre devido a uma reação do sistema de defesa do corpo, que identifica erroneamente as proteínas presentes no leite de vaca como substâncias nocivas.
É fundamental distinguir essa condição da intolerância à lactose. Enquanto a APLV envolve o sistema imunológico, a intolerância é caracterizada pela incapacidade do organismo em digerir a lactose, o açúcar do leite, não provocando reações alérgicas sistêmicas. Além disso, a intolerância é rara em crianças menores de cinco anos, ao passo que a alergia é mais frequente no primeiro ano de vida.
Diferenças e estatísticas
Dados da Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica (ESPGHAN) indicam que a APLV afeta entre 2% e 3% das crianças com idade inferior a três anos. O prognóstico para a maioria dos casos é positivo, com uma tendência natural de regressão da alergia conforme o desenvolvimento da criança.
As estimativas apontam que cerca de 50% dos bebês diagnosticados superam a condição após completarem um ano de idade. Esse número sobe para 75% de remissão espontânea dos sintomas após os três anos, exigindo acompanhamento médico para monitorar a evolução.
