O passaporte de Eliza Samudio encontrado em Portugal trouxe à tona novamente o caso que parou o Brasil. A morte de Eliza Samudio permanece como um dos crimes mais emblemáticos da história recente do Brasil, marcado pela brutalidade e pela ausência do corpo da vítima.
Eliza desapareceu em 2010, aos 25 anos, e tem um mistério que nunca foi solucionado: o corpo não foi encontrado. Anos depois, a Justiça concluiu que a modelo foi assassinada, mesmo que seus restos mortais não tenham sido localizados.
As investigações apontaram que Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para um sítio em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde ficou em cárcere privado. Posteriormente, ela teria sido entregue ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, apontado como o executor do crime.
Bruno foi condenado
Em março de 2013, o goleiro Bruno Fernandes, então ex-jogador do Flamengo, foi condenado a mais de 22 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado. A sentença reconheceu que ele teve participação direta no planejamento do crime e também na ocultação do cadáver da modelo.
Mesmo sem a localização do corpo, a Justiça considerou robusto o conjunto de provas reunidas ao longo do processo, incluindo depoimentos, perícias e a dinâmica dos fatos reconstruída pelos investigadores. O desaparecimento definitivo de Eliza foi considerado consequência direta da ação criminosa, o que sustentou a condenação.
Bruno está em liberdade condicional
Bruno cumpriu parte da pena em regime fechado e passou ao semiaberto em 2018. Desde janeiro de 2023, ele está em liberdade condicional. O caso segue causando comoção e debate público, sobretudo pela crueldade envolvida e pelo fato de o corpo da vítima jamais ter sido encontrado.
