Embora o nome do goleiro Bruno Fernandes seja o mais associado ao assassinato de Eliza Samudio, ele não foi o único condenado no processo que investigou o crime ocorrido em 2010. Ao todo, várias pessoas foram responsabilizadas judicialmente por participação direta ou indireta nos atos que culminaram na morte da modelo.
O principal executor, segundo a Justiça, foi o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, condenado a 22 anos de prisão. Ele foi apontado como o responsável pela asfixia de Eliza e pelo desaparecimento do corpo, que nunca foi localizado pelas autoridades.
Amigo de Bruno foi condenado
Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, amigo próximo de Bruno, também foi condenado. A Justiça entendeu que ele participou do sequestro da modelo no Rio de Janeiro e ajudou a levá-la até Minas Gerais, onde foi mantida em cárcere privado. Macarrão recebeu pena de 15 anos de prisão e, após cumprir parte da sentença, obteve progressão de regime.
Outros envolvidos no caso
Outros envolvidos foram julgados em processos distintos. Em agosto de 2013, Elenilson da Silva e Wemerson Marques, conhecido como Coxinha, foram condenados por participação no sequestro e cárcere privado do filho de Eliza com Bruno, ainda bebê à época dos fatos.
A ex-mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues, chegou a ser julgada no mesmo processo de Bruno, mas acabou inocentada pelo júri. O conjunto de condenações reforçou o entendimento da Justiça de que o crime foi resultado de uma ação articulada, envolvendo várias pessoas, o que contribuiu para a complexidade e a repercussão duradoura do caso Eliza Samudio.
