A morte de uma jovem de 22 anos na Zona Oeste do Rio de Janeiro está sendo investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e tem causado grande comoção. A vítima, Naysa Kayllany da Costa Borges Nogueira, era filha de um major da Polícia Militar e foi assassinada no bairro de Realengo, em uma localidade conhecida como Favela da Light, região marcada por intensa atuação do crime organizado.
Segundo as primeiras informações da investigação, Naysa trabalhava em um ferro-velho supostamente controlado por traficantes, situado em área dominada pela facção criminosa Amigo dos Amigos (ADA).
Indício de homicídio em Realengo
Há indícios de que o homicídio esteja relacionado a suspeitas de desvio de dinheiro no estabelecimento, o que teria provocado represálias violentas contra a jovem. No dia do crime, a vítima estava acompanhada de duas amigas. As três teriam sido agredidas, mas Naysa sofreu os ferimentos mais graves.
Mesmo sendo socorrida e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Novo, ela não resistiu e chegou à unidade de saúde já sem vida. As amigas sobreviveram e devem prestar depoimento à polícia.
Sepultamento marcado por forte comoção
A Secretaria de Estado de Polícia Militar informou que agentes do 14º BPM foram acionados após a confirmação do óbito. O corpo da jovem apresentava sinais evidentes de espancamento, reforçando a brutalidade do ataque.
O sepultamento de Naysa Kayllany ocorreu na terça-feira (6), no Cemitério Jardim da Saudade, sob forte comoção de familiares e amigos. O caso segue sob investigação, e a polícia busca identificar todos os responsáveis pelo crime.
