O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, anunciou que a ofensiva militar liderada pelos Estados Unidos em território venezuelano no último sábado (3) deixou cerca de 100 mortos, incluindo civis, e muitas outras pessoas feridas, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira (7). Essa ação do governo de Donald Trump resultou na captura do presidente Nicolás Maduro.
Esse fato, que ocorreu em Caracas e outras regiões, provocou uma profunda repercussão internacional. Autoridades venezuelanas afirmaram que grande parte das vítimas fazia parte das forças de segurança leais ao governo de Maduro e que muitos foram mortos de forma “a sangue frio” durante a operação.
Mortos na Venezuela, segundo ministro
Além dos soldados, Cuba também confirmou que cerca de 32 integrantes de suas forças armadas e de inteligência que estavam no país perderam a vida no ataque. Cabello também relatou que a primeira-dama, Cilia Flores, sofreu um ferimento na cabeça e no corpo durante os confrontos, enquanto Maduro teve uma lesão na perna, ambos em processo de recuperação após serem capturados pelos Estados Unidos.
A Venezuela declarou uma semana de luto nacional em homenagem aos mortos na operação, destacando o impacto do ataque na população. Segundo relatos internacionais, a ofensiva dos EUA fazia parte de uma estratégia mais ampla que vinha se desenhando há meses, envolvendo pressão militar, sanções econômicas e ações no Mar do Caribe, incluindo prisões e recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à captura de Maduro.
Escalada sem precedente entre os dois países
O incidente marcou uma escalada sem precedentes nas relações entre os Estados Unidos e a Venezuela, gerando críticas de líderes mundiais, debates sobre soberania e intensificando a discussão sobre os limites da intervenção militar em outros países.
