Michelle Bolsonaro diz que o marido pediu ‘para ser levado’, por não aguentar mais de dor

Ex-primeira dama diz que Jair Bolsonaro pediu para morrer para não lidar com as constantes dores.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro falou publicamente sobre o delicado estado de saúde do marido, Jair Bolsonaro, após ele sofrer uma queda seguida de traumatismo craniano. Nesta quarta-feira (07/01), ela esteve no hospital DF Star, em Brasília, onde o ex-presidente realizou novos exames médicos.

O episódio reacendeu a preocupação em torno da saúde de Bolsonaro, que enfrenta complicações desde 2018 e passa por uma fase de recuperação após cirurgias recentes.

Michelle diz que Bolsonaro sente fortes dores

Segundo Michelle, o ex-presidente convive com dores intensas há anos e, mesmo acostumado à rotina de tratamentos, já demonstrou sinais de extremo desgaste emocional e físico. Ela revelou que o marido chegou a fazer pedidos a Deus para ser levado, em meio ao sofrimento, evidenciando o impacto psicológico provocado pelas dores constantes e pelas limitações impostas pelas sucessivas intervenções médicas.

A queda ocorreu na terça-feira, dentro da cela em que Bolsonaro está custodiado na Superintendência da Polícia Federal. Ele bateu a cabeça e, após autorização do ministro Alexandre de Moraes, foi levado ao hospital para avaliação clínica.

Durante a visita, Michelle observou que o marido apresentava confusão mental e dificuldade para se lembrar de informações básicas sobre o ocorrido, o que aumentou ainda mais a apreensão da família.

Rotina médica de Bolsonaro

A ex-primeira-dama também relatou que o ambiente da cela possui um desnível entre o quarto e o banheiro, fator que pode ter contribuído para o acidente. Ela destacou que, antes da prisão, era responsável por acompanhar de perto cada movimento do marido para evitar quedas, dada sua fragilidade física após nove cirurgias.

Por fim, Michelle comentou que a rotina médica de Bolsonaro prevê a primeira medicação diária às 8h, mas no dia da queda o atendimento teria sofrido atraso. O episódio reforça a gravidade do momento enfrentado pelo ex-presidente e amplia o debate sobre as condições de saúde e assistência médica oferecidas a ele.