Após cinco dias desaparecido na trilha do Pico Paraná, no litoral do Paraná, Roberto Farias Tomaz recebeu alta médica e iniciou o processo de recuperação. As imagens de seus ferimentos, divulgadas pela irmã Renata nas redes sociais, chamaram atenção ao revelar lesões nas mãos, pés e pernas, além de severas assaduras na região da virilha, resultado do esforço extremo enfrentado durante o período em que esteve perdido na mata.
Durante a avaliação médica no Hospital Municipal de Antonina, os profissionais constataram um quadro de desidratação leve e múltiplos hematomas nos membros inferiores. Roberto passou por tratamento de reidratação intravenosa e acompanhamento clínico até apresentar melhora significativa, sendo liberado no final da tarde da última quarta-feira. O caso reforça a importância de cuidados médicos imediatos após situações de sobrevivência em ambientes hostis.
Momentos de tensão e medo no Pico Paraná
O jovem relatou posteriormente que viveu momentos de intenso medo e confusão mental. Em determinado momento, chegou a acreditar que estava cercado por animais silvestres e teve dificuldade em identificar os sons dos helicópteros de resgate, que confundiu com o barulho de uma cachoeira, evidenciando o desgaste físico e psicológico extremo ao qual foi submetido.

Após o resgate, a família divulgou um comunicado destacando os riscos reais à vida envolvidos na aventura e alertando para as consequências de decisões sem planejamento. Roberto realizou a trilha sem o preparo técnico nem os equipamentos adequados para uma atividade de alto risco como a escalada do Pico Paraná.
Desaparecimento de Roberto Farias Tomaz
O jovem havia desaparecido no dia 1º de janeiro, durante a descida da trilha, mobilizando bombeiros e voluntários em uma grande operação de busca. Mesmo debilitado, conseguiu caminhar mais de 20 quilômetros até a região de Cacatu, em Antonina, onde encontrou abrigo em uma fazenda e pediu ajuda, encerrando um dos resgates mais dramáticos da temporada de verão no estado.
