Sumido há dias, tio de Suzane von Richthofen é encontrado morto; ele tinha 76 anos

Miguel Abdalla foi localizado em Vila Congonhas e polícia aponta causas naturais para o óbito do médico de 76 anos.

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Miguel Abdalla, tio materno de Suzane von Richthofen, foi encontrado sem vida nesta sexta-feira (9/1) na zona sul de São Paulo. O médico ginecologista, de 76 anos, estava em Vila Congonhas quando a ocorrência foi registrada pelas autoridades locais. Ele era irmão de Marísia von Richthofen e desempenhou um papel relevante na gestão familiar após o crime que vitimou sua irmã e seu cunhado, Manfred von Richthofen, no ano de 2002.

De acordo com informações divulgadas pela Polícia Militar, o corpo foi localizado ao lado de um imóvel, sem que houvesse qualquer sinal de arrombamento na porta ou indícios de violência externa. A corporação comunicou que a causa do falecimento foi natural. Relatos preliminares indicam que Miguel não dava sinais de atividade e não era visto por vizinhos ou conhecidos há dois dias antes de ser encontrado pelas equipes de segurança.

Tio atuou na disputa judicial por herança

O médico atuou como tutor de Andreas von Richthofen e foi inventariante dos bens deixados pelo casal até que o sobrinho atingisse a maioridade. O histórico familiar registra conflitos legais intensos envolvendo o patrimônio. Em um processo cível que tramitou na 10ª Vara da Família e Sucessões, Suzane solicitou o afastamento de Miguel da função de inventariante. Na ocasião, a jovem justificou o pedido alegando que o tio estava sonegando bens do espólio de seus pais, o que gerou atritos na administração da herança milionária.

A relação entre tio e sobrinha foi marcada por distanciamento e episódios que influenciaram a situação penal de Suzane. Durante as disputas judiciais, a defesa da jovem teve um pedido de habeas corpus prejudicado após uma intervenção direta de Miguel. Às vésperas do julgamento do recurso, o médico procurou o magistrado responsável e declarou ter visto a sobrinha rondando a sua casa. A Justiça interpretou o fato como uma ameaça a Andreas, resultando na negativa da liberdade provisória naquele momento.

Histórico de distanciamento familiar

O convívio entre as famílias Abdalla e Richthofen sempre apresentou dificuldades, mesmo antes dos eventos trágicos. Pessoas próximas relataram que a avó materna de Suzane sequer compareceu ao casamento da filha Marísia com Manfred. Apesar da rigidez do tio, a relação entre os irmãos Andreas e Suzane teve momentos de solidariedade no passado. Em 2003, o jovem enviou um bilhete à irmã na prisão relatando que o tio o havia proibido de visitá-la, mas que, apesar disso, “continuava do lado dela“.