Após analisar o conteúdo dos celulares de Roberto Farias Thomaz e de Thayane Smith, a Polícia Civil do Paraná concluiu que o desaparecimento do jovem no Pico Paraná não teve relação com qualquer prática criminosa.
A decisão foi tomada após o cruzamento de mensagens, registros e demais dados extraídos dos aparelhos, que ajudaram a reconstituir os últimos momentos antes de Roberto se perder na trilha.
O resultado das investigações
De acordo com a investigação, o jovem se separou do grupo durante a descida da montanha depois de seguir um caminho incorreto. A polícia também descartou a possibilidade de abandono ou omissão de socorro, reforçando que não houve pedidos de ajuda ou sinais de que Roberto estivesse em situação crítica no momento em que deixou os demais trilheiros.
O delegado Glaison Lima explicou que as apurações indicaram que Roberto havia passado mal ainda na subida, mas já se sentia melhor quando iniciou a descida. “Com isso, a Polícia Civil concluiu de forma isenta, técnica e dentro do prazo, opinando pelo arquivamento do inquérito considerando a ausência de crime”, afirmou o delegado ao confirmar o encerramento oficial do caso.
Roberto relatou o que viveu
Encontrado após cinco dias desaparecido, Roberto conseguiu chegar por conta própria a uma fazenda na região de Antonina Cacatu, depois de caminhar mais de 20 quilômetros em área de mata fechada. Em entrevistas, ele relatou que passou dias sem comida, sobreviveu com água filtrada de cachoeiras e chegou a ser arrastado pela correnteza, perdendo objetos pessoais durante o trajeto. Apesar das escoriações e do desgaste físico, o jovem foi resgatado com vida, encerrando um dos casos que mais mobilizaram equipes de busca no Paraná neste ano.
