Mistério em Portugal: homem explica porquê não entregou passaporte de Eliza Samudio diretamente à polícia

Brasileiro afirma que buscou repercussão no Brasil por temer que o achado fosse ignorado pelas autoridades e pela imprensa local.

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A descoberta do passaporte de Eliza Samudio em solo português trouxe novamente aos holofotes um dos casos criminais de maior repercussão no Brasil, provocando debates sobre as motivações da pessoa que localizou o item. O brasileiro responsável pelo achado, que optou pelo anonimato, esclareceu que seu objetivo era assegurar que o fato ganhasse visibilidade em território brasileiro, justificando que buscou a mídia antes das autoridades por não ter recebido atenção da imprensa local em Portugal.

Em declarações ao programa Domingo Espetacular, ele detalhou que sua prioridade era a entrega do documento à polícia, mas temia que o caso fosse silenciado se não houvesse alarde midiático prévio. Sobre a controvérsia gerada por suas falas a respeito da possibilidade de a vítima estar viva, o homem explicou que se tratava apenas de uma suposição baseada na ausência de restos mortais, ressaltando que sua verdadeira inquietação reside no mistério de como o passaporte cruzou o oceano.

Reação da família e questionamentos sobre o achado

Posteriormente à grande exposição do caso, o passaporte foi depositado no consulado brasileiro em Lisboa de forma anônima, sem a identificação do portador. De acordo com informações do próprio indivíduo, o procedimento já havia sido programado, e o Itamaraty assegurou que o item será encaminhado ao Brasil para ser entregue aos familiares da vítima.

Contudo, as condições físicas do documento levantaram suspeitas por parte da defesa; a advogada Maria do Carmo dos Santos, madrinha do filho de Eliza, expressou perplexidade com o excelente estado de conservação do papel após quase dezoito anos, comparando-o ironicamente com documentos próprios guardados que se deterioram mais rapidamente.

Repúdio às teorias

Além do questionamento sobre a integridade do material, a advogada repudiou veementemente o ressurgimento de hipóteses que contestam o homicídio, classificando como uma atitude covarde contra a mãe e a memória da vítima a propagação de teorias que sugerem uma possível armação por parte de Eliza.