Cirurgias, crise de soluço, vômitos e azia constante: este é o real estado de saúde de Bolsonaro na prisão

Bolsonaro, que está preso, vem enfrentando sérios problemas de saúde; Carlos Bolsonaro atualizou o quadro clínico do pai e expôs indignação.

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Carlos Bolsonaro (PL) segue atualizando os seguidores sobre o estado de saúde de Jair Messias Bolsonaro. No último domingo, 11 de janeiro, o vereador informou, por meio das redes sociais, que o ex-presidente apresentou uma piora no quadro clínico, com a evolução de crises de soluço para um quadro persistente de azia. Jair Bolsonaro retornou à cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após realizar exames em decorrência de uma queda sofrida na semana passada.

Em publicação no X, antigo Twitter, Carlos detalhou a situação do pai. Segundo ele, o médico foi chamado à prisão após a família ser informada de que os sintomas se intensificaram, dificultando a alimentação e o sono. O vereador também afirmou que Bolsonaro apresenta um forte abalo psicológico, agravado pelo fato de permanecer sozinho em cela individual.

Defesa de Bolsonaro solicita prisão domiciliar alegando problemas de saúde

Ainda de acordo com Carlos Bolsonaro, durante o fim de semana a defesa do ex-presidente protocolou mais um pedido de prisão domiciliar humanitária junto ao Supremo Tribunal Federal. Segundo ele, até o momento, a solicitação não havia sido analisada. Este já seria o quarto pedido apresentado pelos advogados.

O vereador também compartilhou uma imagem do pai passando mal, relatando que Jair Bolsonaro tem apresentado crises de vômito, atribuídas a sequelas da facada sofrida em 2018, em Minas Gerais. 

Carlos Bolsonaro manifesta indignação com prisão do pai e cita estado de saúde

Na sequência, Carlos Bolsonaro saiu em defesa do pai em relação à condenação a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe. Ele argumentou que Bolsonaro foi condenado por crimes de destruição de patrimônio e de patrimônio tombado mesmo estando fora do país no dia dos atos, em Orlando, nos Estados Unidos. Segundo ele, não haveria responsabilidade direta do ex-presidente nesses episódios.

Carlos também questionou a condenação por organização criminosa armada, afirmando que, no dia 8 de janeiro, não houve apreensão de armas e que os atos não teriam sido liderados por Jair Bolsonaro. Para o vereador, tratou-se de uma manifestação que saiu do controle de parte dos participantes.

Por fim, ele contestou as condenações por golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, alegando que não houve ato executório nem liderança direta do ex-presidente, que estava fora do país. Carlos Bolsonaro classificou a decisão como perseguição política e incompatível com o Estado de Direito.