Homem que roubou mais de 100 bancos, hoje afirma que não tem nem onde morar

Ele já liderou quadrilhas pelo Nordeste brasileiro, mas hoje vive uma situação bem diferente.

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O ex-assaltante Pedro Rocha Filho, conhecido como Coroa, retornou pela primeira vez a uma agência bancária em Apodi sem a intenção de cometer crimes. Aos 67 anos, o homem que liderou quadrilhas em diversos estados do Nordeste revisitou locais de seus antigos delitos acompanhado por um escritor.

Líder de ações violentas que resultaram no roubo de mais de 100 bancos, Coroa admite atualmente que a vida de crimes não trouxe benefícios financeiros duradouros. Ele agiu intensamente no Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba e Pernambuco, tornando-se uma figura central na crônica policial da região.

A trajetória do criminoso foi compilada no livro intitulado Pedro Rocha – A história de um dos mais temidos assaltantes de bancos do Nordeste. A obra é de autoria do jornalista e policial penal Márcio Moraes, que obteve autorização judicial para levar o ex-detento aos seus antigos esconderijos.

Trajetória penal e o impacto da condenação

O histórico criminal de Coroa resultou em uma condenação total de 131 anos e oito meses de reclusão em regime fechado. Após cumprir mais de 26 anos da pena, o ex-assaltante foi beneficiado com a prisão domiciliar em setembro de 2021.

A última prisão de Pedro Rocha ocorreu em 2002, em Alagoas, após uma operação realizada pela Polícia Federal. Seus roubos ganharam repercussão nacional na época, chegando a ser tema de destaque no programa Linha Direta, da TV Globo.

Realidade atual e o lançamento da obra biográfica

Atualmente, o homem que movimentou grandes quantias de dinheiro vive em situação de pobreza extrema na periferia de Mossoró.. Sem recursos para custear advogados particulares, Coroa é assistido pela Defensoria Pública e depende da ajuda de familiares para morar.

O autor do livro destaca que o ex-assaltante não realizou investimentos na educação de seus cinco filhos durante o período de atividade criminosa e que atualmente não tem nem onde morar. O projeto literário da Editora Unilivreira busca documentar o contraste entre o auge da criminalidade e a decadência social do protagonista.