Franki Purdy, de 11 anos, enfrentou um grave problema de saúde que resultou em um acidente vascular cerebral (AVC). O quadro foi desencadeado por uma meningite meningocócica, cujos sinais iniciais não foram imediatamente identificados pelos responsáveis. Na ocasião, a criança apresentava fadiga e falta de apetite, o que levou a família a acreditar que se tratava de uma reincidência de uma infecção pulmonar. Contudo, a condição se agravou rapidamente com febre alta e dores nas pernas, culminando em um evento neurológico grave.
A situação piorou durante a madrugada, quando o menino tentou dormir para aliviar o desconforto. Na manhã seguinte, sua mãe, Martine Purdy, encontrou o filho em uma posição contorcida e emitindo sons estranhos. A avaliação médica revelou que Franki sofreu convulsões e um AVC, apresentando também colapso no pulmão direito. Martine relatou a severidade do caso: “Descobri depois que começaram a chamar meu filho de o menino milagroso no hospital. Quando o levaram, ele tinha tido um AVC, o pulmão direito dele havia colapsado e a meningite estava tão avançada que dizer que ele é o menino mais forte do mundo, é pouco”.
Diagnóstico e riscos da infecção
Exames confirmaram a meningite meningocócica, infecção bacteriana que acomete as membranas cerebrais. Em muitos casos, a doença acaba sendo fatal. A especialista Ana Medina esclarece a evolução da enfermidade. A médica alerta para os primeiros sintomas da meningite meningocócica. Os sinais iniciais são: febre, irritabilidade, dor de cabeça e náusea, facilmente confundidos com outras infecções comuns, como a gripe. No entanto, a evolução é rápida e, quando surgem manchas roxas na pele, rigidez na nuca ou sensibilidade à luz, indicam que o quadro já está avançado.
Franki permaneceu internado por 30 dias, passando metade desse período em coma enquanto seu organismo combatia a infecção. O processo de recuperação exigiu terapias intensivas para restaurar a mobilidade, visto que o AVC impactou suas capacidades físicas. Atualmente, o menino ainda necessita de auxílio para atividades cotidianas, como vestir-se, embora recupere gradualmente sua autonomia.
Recuperação
Apesar das adversidades, Franki retornou ao ambiente escolar e prossegue com sua jornada de reabilitação. Sua mãe, que atua como ilustradora, prepara o lançamento de um livro escrito para o filho durante a internação. Ao refletir sobre a resiliência demonstrada pela criança durante o tratamento e a extensa fase de recuperação, Martine manifestou admiração pela determinação dele.
