Morte de Miguel Abdalla Netto abre disputa por herança milionária e envolve Suzane von Richthofen

Sem testamento, parentes colaterais disputam patrimônio estimado em R$ 5 milhões enquanto caso é analisado pela Justiça.

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O falecimento de Miguel Abdalla Netto em sua casa, em São Paulo, gerou grande impacto público devido às incertezas sobre a partilha de seus bens. Durante a transmissão do programa Brasil Urgente desta terça-feira (13), foram discutidos os desdobramentos jurídicos da sucessão, destacando que a ausência de um testamento abre espaço para que parentes colaterais disputem o patrimônio. Nesse cenário, a participação de Suzane von Richthofen tornou-se o centro das atenções.

No último domingo (11), Suzane compareceu ao 27º Distrito Policial alegando ser a familiar mais próxima do empresário com o objetivo de liberar o corpo, o que representaria o primeiro passo para reivindicar uma herança avaliada em cerca de R$ 5 milhões. Embora o pedido tenha sido inicialmente recusado pelos agentes, ela teria recorrido ao Ministério Público para tentar validar sua condição de herdeira. A disputa, no entanto, é complexa, já que outras duas primas e uma antiga companheira de Miguel também se apresentaram às autoridades para tratar do inventário.

Entenda o cenário jurídico da sucessão

Especialistas jurídicos consultados pelo programa Brasil Urgente esclareceram que, diante da falta de herdeiros diretos, como pais, filhos ou cônjuges, a lei brasileira permite que sobrinhos solicitem a sucessão patrimonial. Dessa forma, tanto Suzane quanto seu irmão, Andreas von Richthofen, teriam legitimidade para entrar com um pedido judicial.

Um ponto relevante destacado pelos advogados é que a condenação que tornou Suzane indigna de receber os bens dos próprios pais não possui efeito jurídico sobre a herança de outros parentes, o que tecnicamente permitiria que ela pleiteasse os bens de Miguel.

Morte sob investigação

O empresário foi encontrado morto na última sexta-feira (9) em sua residência, com o corpo em estágio de decomposição avançado, mas sem sinais visíveis de agressão. Registros de monitoramento mostram que sua última entrada no imóvel ocorreu no dia 7 de janeiro.

Enquanto as investigações sobre as causas da morte prosseguem, o destino da fortuna de Miguel permanece incerto, dependendo agora da verificação oficial de possíveis testamentos e da decisão final das autoridades sobre quem possui o direito legal à herança.