Estes são os canais de televisão que Bolsonaro pode assistir na prisão na PF

Ex-presidente da república pediu uma Smart TV, mas teve pedido negado por Alexandre de Moraes.

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Preso há pouco mais de 50 dias na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vive uma rotina marcada por restrições e distanciamento do mundo digital. Longe das plataformas de streaming, ele passa os dias em uma cela de 12 metros quadrados equipada apenas com uma televisão de tela plana que transmite exclusivamente o sinal da TV aberta.

Sem acesso a serviços como Netflix ou Amazon Prime, Bolsonaro acompanha apenas a programação tradicional das emissoras nacionais. A limitação tecnológica se tornou um dos aspectos mais comentados de sua detenção, já que o ex-mandatário cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e depende da grade fixa da televisão gratuita.

O que Bolsonaro pode assistir atrás das grades

Na chamada Sala de Estado-Maior, a TV disponível transmite apenas canais abertos e institucionais. Estão entre eles Globo, SBT, Record, Band e RedeTV!, além de emissoras públicas como TV Cultura e TV Brasil. Também fazem parte da lista canais religiosos e institucionais, incluindo TV Câmara, TV Senado e a TV Justiça, responsável por exibir sessões do STF, Corte que o condenou.

Segundo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), a limitação dificulta até o acesso às notícias. “Nesse cubículo que ele está, até tem uma televisão, mas só consegue acompanhar a TV aberta”, afirmou o parlamentar em dezembro, ao comentar a rotina do pai na prisão.

A disputa judicial por uma Smart TV

A defesa de Bolsonaro entrou com pedido para que a família forneça uma Smart TV com acesso à internet. Os advogados argumentam que o uso seria restrito a streaming, sem acesso a redes sociais ou comunicação externa. A solicitação foi encaminhada pelo ministro Alexandre de Moraes à Procuradoria-Geral da República e aguarda parecer.

Apesar das restrições digitais, a cela conta com cama, ar-condicionado, frigobar e banheiro privativo. Recentemente, a Polícia Federal passou a desligar a central de ar-condicionado à noite, medida criticada por Carlos Bolsonaro, que relatou ruído intenso, alto e constante, apontado como fator de sofrimento psicológico.