Esta é a estrutura invejável da Papudinha onde Bolsonaro foi transferido

Ex-presidente vai para ala reservada da Papuda, com cela ampla, médicos 24 horas e visitas liberadas.

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O ex-presidente Jair Bolsonaro foi transferido nesta quinta-feira (15) para a chamada Papudinha, no Distrito Federal, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A unidade fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, presídio de segurança máxima administrado pela Seape-DF, e abriga Bolsonaro em uma Sala de Estado-Maior, destinada a detentos com prerrogativas específicas.

Conhecida como Papudinha, a ala funciona em um prédio sob responsabilidade da Polícia Militar, com acesso restrito e número reduzido de presos. Segundo o UOL, o espaço tem capacidade para até 60 detentos e, até novembro do ano passado, abrigava 52. O local fica próximo às áreas destinadas a presos comuns, na região do Jardim Botânico, e possui celas em formato de alojamentos coletivos.

Como é a cela de Bolsonaro na Papudinha

A acomodação destinada a Bolsonaro tem 64,83 m², sendo 54,76 m² de área coberta e 10,07 m² de área externa. A estrutura inclui cama de casal, geladeira, televisão, cozinha, lavanderia, quarto, sala e área externa privativa. Há ainda espaço para exercícios físicos, sessões de fisioterapia e um posto de saúde com atendimento médico completo, conforme informou o R7.

Alexandre de Moraes determinou assistência integral de médicos particulares, 24 horas por dia. Em situações de urgência hospitalar, a defesa deverá comunicar o STF em até 24 horas após o deslocamento. O ex-presidente também está autorizado a receber alimentação especial diariamente, com indicação prévia do responsável pela entrega.

Visitas liberadas, religião e resposta às críticas

Moraes autorizou visitas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dos filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva. As visitas poderão ocorrer às quartas e quintas-feiras, em três horários distintos. Também foi liberada assistência religiosa semanal com o bispo Robson Lemos Rodovalho e o pastor Thiago Manzoni, além da inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura.