Casal forma família poliafetiva com cinco pessoas e desafia padrões tradicionais: ‘Somos melhores amigas’

Grupo relata rotina baseada em diálogo, apoio mútuo e celebra chegada de novo bebê.

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A trajetória de Laís Rocha e de seu companheiro, o motoboy Ivan Rocha, residentes de Atibaia, ilustra uma nova perspectiva sobre a construção de vínculos afetivos além dos padrões convencionais. Após mais de dez anos de um relacionamento com diversas fases, o casal consolidou uma família poliafetiva que atualmente integra cinco pessoas. Apesar de enfrentarem críticas e preconceitos sociais, os membros do grupo garantem que a rotina é pautada pelo equilíbrio, pela comunicação constante e pelo auxílio mútuo.

Em depoimento à revista Crescer, Laís destacou que a convivência diária permitiu o desenvolvimento de uma amizade profunda entre as mulheres da casa, reforçando que essa rede de apoio feminino é o que sustenta a harmonia do lar: “Somos melhores amigas”.

Transição planejada consensual

A transição para o formato atual ocorreu de maneira progressiva e planejada. Depois de reatarem o relacionamento, Laís concordou em vivenciar uma dinâmica compartilhada, embora tenha feito questão de pontuar sua orientação sexual ao afirmar que, mesmo em uma relação poliafetiva, identifica-se como heterossexual.

Essa fase inicial foi fundamental para que o casal explorasse novos limites e estabelecesse acordos de convivência. Posteriormente, a estrutura familiar se expandiu com a inclusão de novas parceiras, sendo a entrada de Ana Carolina da Silva Ferreira um ponto decisivo para a maturidade do grupo. Essa nova integrante trouxe mudanças significativas à rotina, consolidando um ambiente de estabilidade que permitiu ao coletivo focar em responsabilidades compartilhadas e em projetos futuros.

Convivência, acordos e expansão da família

A estrutura domiciliar continuou a se expandir com a chegada de Natália Roserlei Ferrari e, mais recentemente, de Camili Vitória Sousa, que optou por integrar o grupo após vivenciar a dinâmica da casa e manifestar seu desejo de compartilhar a vida com eles. Para assegurar a funcionalidade dessa convivência, o coletivo estabeleceu normas rígidas baseadas na transparência absoluta, sob a premissa de que a honestidade, ainda que difícil, é preferível à omissão. A confiança mútua tornou-se, assim, o alicerce fundamental do relacionamento.

Recentemente, a notícia de uma nova gestação fortaleceu ainda mais os laços entre todos. A espera pelo bebê, que receberá o nome de José Estevão, tem gerado um clima de cooperação e grande expectativa para o futuro. Embora o grupo enfrente comentários negativos na internet, Laís rebate os preconceitos ao afirmar que o dia a dia da família prova a legitimidade de sua união. Ela sustenta que o modelo que escolheram é tão respeitável quanto os tradicionais, fundamentado no cuidado coletivo, no respeito mútuo e em um compromisso sólido com o bem-estar de todos os membros.