O apresentador Erlan Bastos morreu na manhã deste sábado 17, de janeiro, aos 32 anos, em Teresina, capital do Piauí. O jornalista foi vítima de uma doença rara conhecida como tuberculose peritoneal. A perda repentina gerou comoção e abalou colegas de trabalho do comunicador que chegou a trabalhar na RecordTV.
Informações preliminares divulgadas por fontes próximas e pela imprensa local indicam que o comunicador enfrentava um quadro de saúde complexo associado à tuberculose peritoneal, uma variação menos frequente da enfermidade que compromete a região abdominal. Embora um boletim médico oficial detalhado ainda não tenha sido divulgado pelas instituições de saúde, o caso trouxe à tona discussões sobre as características desta patologia específica, que difere da forma pulmonar mais conhecida pela população e exige atenção redobrada devido às suas particularidades clínicas.
O que é tuberculose peritoneal?
A tuberculose peritoneal é uma manifestação extrapulmonar da infecção provocada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis. Diferentemente da versão clássica que atinge as vias respiratórias, esta variante afeta o peritônio, a membrana responsável pelo revestimento dos órgãos situados na cavidade abdominal.
Dados do Ministério da Saúde indicam que, embora os casos extrapulmonares representem uma parcela menor das notificações registradas no país, o diagnóstico tende a ser realizado tardiamente. Isso ocorre, em grande parte, devido à falta dos sinais clínicos apresentados pelos pacientes, o que torna a identificação da doença um processo mais complexo para as equipes médicas.
Sintomas, diagnóstico e tratamento
Segundo diretrizes da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o quadro clínico desta condição envolve dores abdominais persistentes, aumento do volume da barriga e febre baixa por períodos prolongados. Outros indícios relevantes incluem perda de peso sem motivo aparente, sensação de fraqueza generalizada e falta de apetite, podendo ocorrer também náuseas, vômitos e alterações no trânsito intestinal. A identificação exata da doença é desafiadora, pois seus sintomas são frequentemente confundidos com outras enfermidades gastrointestinais ou inflamatórias.
O tratamento da tuberculose peritoneal segue as mesmas diretrizes aplicadas à forma pulmonar, baseando-se na administração de antibióticos específicos por um período mínimo de seis meses. A Organização Mundial da Saúde mantém o alerta de que a tuberculose permanece como uma das doenças infecciosas com altos índices de letalidade globalmente, sobretudo na ausência de diagnóstico tempestivo.
Médicos infectologistas e pneumologistas orientam que qualquer pessoa que apresente sintomas como febre contínua, emagrecimento não planejado e dores abdominais inexplicáveis deve procurar atendimento imediato, visto que a intervenção rápida é o fator determinante para o prognóstico positivo e a recuperação plena do paciente.
