AVC e parada cardíaca: estes são os riscos da condição que levou Luan Pereira a ser hospitalizado às pressas

Arritmia cardíaca pode causar sérios danos à saúde do paciente, inclusive levando a morte súbita.

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As arritmias cardíacas representam um conjunto de condições clínicas definidas pela alteração no ritmo regular dos batimentos do coração. Essas mudanças podem se manifestar como batimentos excessivamente lentos, conhecidos como bradiarritmias, ou excessivamente rápidos, denominados taquiarritmias, além de apresentarem irregularidades no compasso cardíaco. Dados da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas (Sobrac) indicam que o problema é responsável pela morte súbita de aproximadamente 300 mil brasileiros anualmente, o que reforça a necessidade de diagnóstico precoce e acompanhamento médico especializado.

O funcionamento adequado do coração depende de um sistema elétrico preciso. Quando ocorrem falhas nesse mecanismo, surgem os sintomas clássicos da arritmia, que incluem palpitações, sensação de desmaio, tonturas, dores no peito, falta de ar, palidez e sudorese.

Riscos da doença

A origem do distúrbio no músculo cardíaco determina a sua tipologia. As arritmias supraventriculares iniciam-se nos átrios, as câmaras superiores, sendo a fibrilação atrial um exemplo comum. Já as ventriculares começam nas câmaras inferiores, enquanto as bradiarritmias derivam de falhas no sistema de condução. A gravidade varia consideravelmente dependendo do tipo. Casos severos, como bloqueios atrioventriculares avançados, podem demandar o implante de marcapasso, enquanto taquicardias ventriculares exigem atenção redobrada devido ao risco de colapso circulatório.

Quando não gerenciadas corretamente, as arritmias podem evoluir para complicações de saúde severas. Entre os riscos listados por centros de referência médica estão o enfraquecimento do músculo cardíaco (cardiomiopatia), a ocorrência de acidente vascular cerebral (AVC) e a parada cardíaca. O protocolo de tratamento é individualizado, dependendo da classificação e da severidade dos sintomas apresentados pelo paciente.

O tratamento pode variar desde o uso de medicamentos específicos e procedimentos cardíacos até cirurgias em cenários mais complexos. Em contrapartida, quadros leves e assintomáticos podem necessitar apenas de monitoramento regular por meio de exames de rotina e consultas periódicas com um cardiologista.

Cuidados com exercícios físicos

A prática de atividades físicas por pacientes com arritmia requer avaliação profissional criteriosa. Esportes competitivos ou de alta intensidade costumam ser contraindicados para quem possui quadros severos, devido à demanda excessiva sobre o coração. Para casos leves, exames prévios como o teste ergométrico podem liberar a prática segura de exercícios.