Uma mulher de 24 anos enfrentou um quadro médico grave durante uma viagem de férias a Paris. Após apresentar sinais difusos que não foram imediatamente associados a um problema cardiovascular, a jovem sofreu um infarto que só foi diagnosticado corretamente mais de 24 horas após o início do mal-estar. A gravidade da situação ficou evidente quando ela começou a expelir sangue pela boca. Devido à extensão dos danos causados ao músculo cardíaco, os tratamentos convencionais não foram suficientes, exigindo que a paciente fosse submetida a um transplante de coração para garantir sua sobrevivência.
O episódio teve início quando a influenciadora inglesa Faye Greenwood acordou sentindo indisposição e confusão mental, o que levou seu namorado a solicitar uma ambulância. Ao chegar à unidade hospitalar francesa, barreiras linguísticas e a natureza inespecífica dos sintomas resultaram em uma longa espera sem atendimento prioritário. Após aguardar por duas horas na emergência, ela optou por retornar à sua hospedagem. Sobre a decisão, a influenciadora relatou: “Decidi voltar para o hotel e pensei que talvez eu estivesse sendo dramática e exagerando os meus sintomas. Decidi dormir para melhorar, mas acordei já vomitando sangue”.
Tratamento intensivo e complicações cardíacas
Diante da piora abrupta, o socorro foi acionado novamente e Faye foi encaminhada para uma cirurgia de emergência para desobstrução arterial com a colocação de um stent. Posteriormente, foi repatriada para a Inglaterra em uma UTI aérea. Apesar das tentativas de recuperação do órgão através de medicamentos, o infarto deixou o tecido cardíaco com cicatrizes extensas, evoluindo para uma insuficiência cardíaca adquirida. Enquanto aguardava na fila por um doador, a jovem sofreu um novo bloqueio e necessitou da implantação de um dispositivo de assistência biventricular (BiVAD), uma bomba mecânica que auxilia o bombeamento sanguíneo.
A internação prolongou-se por quase cinco meses até que a equipe médica localizasse um órgão compatível. A rotina hospitalar foi exaustiva, mas o procedimento cirúrgico foi realizado com êxito em julho.
Aumento de ocorrências cardiovasculares em jovens
Após a recuperação, Faye retornou para casa e revelou que as despesas médicas somaram cerca de 54 mil libras, valor próximo a 400 mil reais. Ela optou por não realizar campanhas de arrecadação, incentivando doações para outras causas de saúde. Ocorrências como esta refletem dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), que apontam um crescimento de 62% nos óbitos por infarto entre mulheres de 15 a 49 anos entre 1990 e 2019. Fatores como sedentarismo, obesidade, estresse contínuo e má qualidade do sono são apontados como riscos crescentes para o sistema cardiovascular nessa faixa etária.
