O ministro Alexandre de Moraes autorizou o bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, a realizar visitas semanais de assistência espiritual a Jair Bolsonaro no Complexo da Papudinha, após a transferência do ex-presidente para o local. Natural de Anápolis e com 70 anos, Rodovalho mantém uma amizade de longa data com Bolsonaro, consolidada entre 2007 e 2011, época em que o líder religioso cumpriu mandato como deputado federal pelo Distrito Federal.
Além de sua trajetória política, o bispo é um dos nomes mais influentes do meio evangélico no país. Ele fundou a Sara Nossa Terra em 1992 com sua esposa, Maria Lúcia Rodovalho, e hoje comanda uma estrutura que ultrapassa mil templos, além de presidir o Conselho de Bispos e Pastores do Brasil e liderar as redes de comunicação Gênesis e Sara Brasil FM.
Saiba mais sobre o bispo
Sua trajetória intelectual também se destaca pela união entre ciência e religião. Graduado em física pela Universidade Federal de Goiás, onde atuou como professor, Rodovalho possui ainda um doutorado em física quântica e espiritualidade pela Florida Christian University, nos Estados Unidos.
Pedido da defesa
A defesa de Jair Bolsonaro encaminhou ao Supremo Tribunal Federal o pedido de assistência religiosa composta por dois líderes de Brasília: o bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, e o deputado distrital Thiago Manzoni, do PL. No requerimento, o parlamentar foi formalmente identificado como Pastor Thiago de Araújo Macieira Manzoni, em referência à sua atuação na Igreja IDE, localizada no Jardim Botânico.
A indicação desses nomes visa garantir o acompanhamento espiritual semanal do ex-presidente durante sua permanência na unidade prisional. A escolha reflete uma estratégia que une o amparo pastoral à confiança política, já que ambos os nomes possuem forte ligação com Bolsonaro e representam lideranças influentes em suas respectivas comunidades religiosas no Distrito Federal.
