As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, completaram a terceira semana sem pistas concretas sobre o paradeiro das crianças em Bacabal, no Maranhão. A Marinha está auxiliando nas buscas. Os irmãos desapareceram no sábado (4) e, desde então, uma força-tarefa da Polícia Civil do Maranhão atua no caso, com apoio de outros órgãos de segurança.
Nesta segunda-feira (19), agentes da Secretaria de Segurança Pública visitaram uma vila de pescadores no povoado São Raimundo, área próxima ao local onde Anderson Kauã, de 8 anos, primo das crianças, foi encontrado com vida. Moradores foram ouvidos como testemunhas, já que, até o momento, não há indícios de envolvimento deles no desaparecimento.
Buscas no rio e na mata
Paralelamente, as buscas seguem em áreas de mata, no rio Mearim e em regiões próximas ao quilombo São Sebastião dos Pretos, onde as crianças moravam. O trabalho tem sido dificultado por fatores naturais, como forte correnteza, baixa visibilidade e obstáculos submersos.
Para reforçar a operação, a Marinha do Brasil passou a utilizar um equipamento subaquático chamado side scan sonar, capaz de mapear o fundo do rio por meio de ondas sonoras. O equipamento permite identificar anomalias mesmo em locais com água turva, auxiliando diretamente o trabalho dos mergulhadores.
Retorno de criança de 8 anos
As buscas pelas crianças desaparecidas foram marcadas pelo retorno de Wanderson Kauã, de 8 anos. O menino foi ouvido e falou sobre ter passado pela casa abandonada onde deixou os primos e foi buscar ajuda. Foi neste momento que o garoto foi encontrado. Os irmãos Ágatha e Allan ainda não foram localizados.
