Mãe faz alerta após machucado na cabeça da filha virar infecção grave: ‘achei que fosse caspa’

Maria Eduarda, de 9 anos, enfrentou diagnósticos equivocados antes de tratar fungo agressivo que causa dor e queda de cabelo.

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Uma família de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, enfrentou um período de quase dois meses de incertezas médicas até descobrir a causa real de uma lesão no couro cabeludo de Maria Eduarda Fonseca Chardeli, de nove anos. O que inicialmente aparentava ser um problema simples evoluiu para um quadro de internação hospitalar devido a uma infecção fúngica severa conhecida como Kerion Celsi. A condição, agravada pela demora na identificação correta e pela administração de tratamentos ineficazes, resultou em complicações bacterianas secundárias, exigindo intervenção medicamentosa intravenosa e acompanhamento prolongado para a recuperação da saúde capilar da criança.

O problema começou de forma sutil, com a menina reclamando de coceira na cabeça. Nathalia Enne, mãe de Maria Eduarda, relatou à revista Crescer que, no início, a situação não parecia alarmante. “Quando olhei, à primeira vista, achei que fosse caspa. Mas, depois de uns dias o aspecto mudou e achei estranho, porque nunca tinha visto algo assim”, explicou. A busca por auxílio médico envolveu consultas com quatro profissionais diferentes, que prescreveram medicamentos inadequados para o fungo agressivo. Com o passar do tempo, o quadro clínico se complicou e os remédios não faziam efeito.

Diagnóstico tardio e internação hospitalar

Diante da ausência de melhora e do agravamento dos sintomas, Nathalia buscou atendimento em uma emergência hospitalar, recusando-se a sair sem uma resposta definitiva. Foi neste momento que a equipe médica diagnosticou o Kerion Celsi, uma forma grave de tinea capitis causada por dermatófitos, que gera uma resposta inflamatória exagerada do organismo. Devido ao atraso no tratamento correto, Maria Eduarda desenvolveu uma infecção bacteriana associada, necessitando de oito dias de internação para receber antibióticos a cada quatro horas diretamente na veia.

Após a alta hospitalar, a infecção bacteriana foi controlada, mas o fungo demonstrou resistência, exigindo um tratamento domiciliar contínuo estimado em pelo menos três meses, com uso de xampus específicos e medicação manipulada. O caso serviu de exemplo acadêmico durante a internação, quando médicos residentes foram instruídos sobre a importância do diagnóstico preciso.

 Repercussão do caso e alerta no TikTok

Com o objetivo de prevenir que outras famílias passem pela mesma situação, Nathalia decidiu expor o caso nas redes sociais, seguindo a sugestão de uma amiga. A publicação no TikTok viralizou, acumulando milhares de interações de pais preocupados ou que desconheciam a gravidade da doença. A repercussão evidenciou o desconhecimento geral sobre o Kerion Celsi. Para a mãe, a evolução para uma infecção bacteriana poderia ter sido evitada com um diagnóstico inicial assertivo.