Levantamento da AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta quarta-feira (21) aponta um dado incômodo para os dois polos da política nacional: o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparecem empatados como os nomes mais rejeitados do país. Cerca de metade do eleitorado afirma rejeitar os dois líderes que protagonizaram o segundo turno de 2022 e seguem simbolizando a polarização brasileira.
Logo atrás no ranking surge o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 47,4% de rejeição. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF) aparece com 44,9%, ocupando a quinta posição, atrás de Renan Santos (Missão), que registra 45,6%. Os números reforçam o desgaste de figuras ligadas diretamente ao bolsonarismo.
Polarização domina, mas alternativas também sofrem desgaste
Nos cenários de intenção de voto para primeiro e segundo turno, a pesquisa indica liderança de Lula, mas revela desempenhos semelhantes de Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), quando enfrentam o petista em disputas diretas. Ainda assim, todos carregam taxas elevadas de rejeição.
Entre os pré-candidatos, nenhum nome fica abaixo dos 40%. Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, soma 42,1%; Eduardo Leite (PSD), do Rio Grande do Sul, tem 41,7%; e Tarcísio aparece com 41,1%. Ronaldo Caiado (União), de Goiás, registra 40,7%, enquanto Ratinho Jr. (PSD), do Paraná, fica no limite, com 39,9%.
Nomes fora do eixo central também enfrentam resistência
A lista inclui ainda o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), com 36,9% de rejeição, em simulações onde ele substituiria Lula. Ciro Gomes (PSDB) aparece com 43,4%, e o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) marca 44,7%, mostrando que a rejeição elevada se espalha por diferentes campos ideológicos.
A pesquisa ouviu 5.418 eleitores entre 15 e 20 de janeiro, por recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, com 95% de confiança, e o levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-02804/2026.
